A instabilidade anterossuperior do ombro que ocorre na fase tardia da artropatia do manguito rotador decorre da insuficiência final do ligamento:
- coracoumeral
- coracoacromial
- glenoumeral médio
- glenoumeral superior
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Conceito-chave
Quando o manguito rotador rompe por completo e não é reparado, a cabeça do úmero perde quem a segura centrada e vai subindo com o tempo. Ela passa a se apoiar num "teto" formado pelo acrômio, pelo processo coracoide e pelo ligamento coracoacromial, que liga um ao outro. Esse conjunto é o arco coracoacromial, e nesse estágio ele vira o último freio que impede a cabeça de escapar para cima.
Com os anos, a cabeça desgasta a articulação, num quadro chamado artropatia do manguito rotador. Na fase final, se o ligamento coracoacromial se rompe ou desgasta, não sobra mais nada para conter a cabeça. Ela escapa para cima e para a frente, a instabilidade (ou escape) anterossuperior: o paciente tenta elevar o braço e a cabeça do úmero salta para a frente, visível debaixo da pele, sem conseguir levantar o membro.
Essa sequência traz uma lição prática importante. No ombro com rotura do manguito grande e irreparável, não se deve ressecar o ligamento coracoacromial nem fazer uma acromioplastia extensa (retirar osso do acrômio para "abrir espaço"). Fazer isso remove o último freio e pode provocar o escape anterossuperior. Quando o escape já existe, o tratamento costuma ser a prótese reversa.
Os outros ligamentos da questão são estabilizadores da cápsula da articulação, com outras funções.
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