Na luxação traumática anterior do ombro, o nervo e a artéria mais frequentemente acometidos são, respectivamente, o nervo:
- axilar e a artéria axilar
- musculocutâneo e a artéria axilar
- axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero
- musculocutâneo e a artéria circunflexa posterior do úmero
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Conceito-chave
Na luxação anterior do ombro, a cabeça do úmero sai da glenoide (a "cavidade" da escápula onde ela se encaixa) e vai para a frente e para baixo. Nesse caminho, ela estica as estruturas que passam logo abaixo e à frente da articulação: o plexo braquial e os vasos axilares.
O nervo mais lesado é o nervo axilar. Ele nasce do fascículo posterior do plexo braquial, com fibras de C5 e C6, passa por baixo da articulação e contorna o colo do úmero por trás, através de uma passagem entre músculos chamada espaço quadrangular, para chegar ao deltoide. Nesse trajeto ele fica preso, sem folga. Quando a cabeça do úmero desce e vai para a frente, o nervo é esticado diretamente. A lesão é frequente, ainda mais em pacientes acima dos 50 anos, e quase sempre é uma neuropraxia, um "atordoamento" do nervo que se recupera em semanas a meses.
Examinar o axilar antes e depois da redução é obrigatório. Como testar a força do deltoide é impossível com o ombro luxado e doendo, o exame que funciona é a sensibilidade da parte lateral do ombro, sobre o deltoide, a região do "emblema militar".
O vaso lesado é a artéria axilar, o tronco principal que leva sangue para o braço. A lesão é rara, mas grave, e acontece mais em idosos, cujas artérias são endurecidas pela aterosclerose e não se esticam, principalmente em luxações antigas ou em manobras de redução feitas com força. Inchaço que cresce na axila, pulso do punho fraco ou ausente e mão pálida exigem avaliação vascular de urgência.
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