Na lesão SLAP aguda do ombro, é um achado artroscópico de instabilidade bíceps-labral:
- a presença de hemorragia
- a laceração do tendão do bíceps
- o deslocamento de 3 mm com a tração do tendão do bíceps
- a ausência de tecido de granulação na inserção do tendão do bíceps
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O problema do lábio superior. O complexo bíceps-labral superior é a região do ombro com mais variantes anatômicas normais, e todas elas imitam lesão na artroscopia. O recesso sublabral é um sulco liso entre o lábio superior e a glenoide; o forame sublabral é um descolamento do lábio anterossuperior com a glenoide coberta de cartilagem por baixo; e o complexo de Buford combina ausência do lábio anterossuperior com um ligamento glenoumeral médio espesso, em cordão. Reinserir qualquer uma dessas variantes como se fosse lesão rígida o ombro e é um erro clássico de iniciante.
Como separar variante de lesão verdadeira. A variante tem bordas lisas, cartilagem articular íntegra por baixo do lábio e nenhuma reação inflamatória. A lesão SLAP verdadeira mostra sinais de trauma e de tentativa de reparo: bordas desfiadas, osso subcondral exposto no colo superior da glenoide, tecido de granulação na inserção do bíceps nas lesões mais antigas e, na lesão aguda, hemorragia, com sangue e imbibição do tecido na âncora do bíceps. É esse o achado que a questão pede: na fase aguda, hemorragia significa descolamento recente e traumático, não variante.
A instabilidade da âncora. Além do aspecto, testa-se a estabilidade. Com o artroscópio, traciona-se o bíceps com o probe: se a âncora se afasta mais de cerca de 5 mm da glenoide, há instabilidade bíceps-labral. O sinal do peel-back é o equivalente dinâmico: com o braço em abdução e rotação externa, a torção do bíceps descasca o lábio superior da borda da glenoide, mecanismo proposto para as lesões dos arremessadores.
A classificação de Snyder. O tipo I é o desgaste do lábio superior com âncora firme; o tipo II, o mais comum e o que costuma ser reparado, é o descolamento da âncora do bíceps; o tipo III é a alça de balde do lábio superior com bíceps íntegro; e o tipo IV é a alça de balde que se estende para dentro do tendão do bíceps. Maffet ampliou a classificação com os tipos V a VII, que associam a SLAP a lesões do lábio anterior e do ligamento glenoumeral médio, lembrando que ela raramente vem sozinha. No paciente mais velho, a tendência atual é tratar a SLAP tipo II com tenodese do bíceps em vez de reparo labral.
Na prova: na lesão SLAP aguda, o achado que indica instabilidade real da âncora do bíceps é a hemorragia; granulação indica lesão antiga, e deslocamento à tração só conta acima de cerca de 5 mm.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo