Paciente com lesão crônica do flexor profundo e do superficial na zona 2 será submetido a reconstrução com enxerto. Segundo o Green, é correto:
- o enxerto preferido para a reconstrução palma-dedo é o extensor longo dos dedos
- os enxertos mais usados são o palmar longo, para a reconstrução palma-dedo, e o plantar delgado, para antebraço-ponta do dedo; a junção proximal é feita preferencialmente pelo entrelaçamento de PULVERTAFT; um enxerto apertado demais causa efeito quadriga, e no PANEVA-HOLEVICH o próprio superficial é passado como enxerto no segundo estágio
- o teste clínico mais preciso para o palmar longo é a flexão isolada do punho sem oposição
- no PANEVA-HOLEVICH usa-se o palmar longo como enxerto
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Conceito-chave
Quando o tendão flexor ficou meses sem reparo, os cotos retraem e a bainha cicatriza. A solução é trazer tendão de fora, e o Green descreve qual, como juntar e o que pode dar errado.
Os enxertos, no Green (cap. 6). Os mais populares são o palmar longo, para a reconstrução palma-dedo, e o plantar delgado, para a antebraço-ponta do dedo. O autor prefere o palmar longo por estar no mesmo campo cirúrgico e ser acessível. A presença é avaliada antes da cirurgia: o teste mais preciso é o de SCHAEFFER, opor o polegar ao mínimo enquanto flexiona o punho contra resistência; o tendão deve aparecer superficial na linha média do punho. O exame não prevê o comprimento.
A junção proximal. O entrelaçamento de PULVERTAFT é o método preferido para a junção proximal do enxerto nas zonas 3, 4 e 5; ele une tendões de diâmetros diferentes passando um através do outro.
As complicações. As aderências limitam a excursão do enxerto e o movimento. Um tendão avançado demais e inserido com força excessiva leva ao efeito quadriga: como os profundos dividem o mesmo ventre muscular, o dedo encurtado chega ao fim da flexão antes e impede os vizinhos de fletir.
A técnica em estágios de PANEVA-HOLEVICH (1969). No primeiro estágio, os tendões lesados são retirados da bainha e seccionados na palma, e as pontas do superficial e do profundo são suturadas entre si ali. Cerca de 6 semanas depois, o superficial é cortado na junção miotendínea, no antebraço, e passado pela bainha até a falange distal: o próprio superficial vira o enxerto.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre o enxerto preferido, PULVERTAFT, quadriga e PANEVA-HOLEVICH.
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