Antes de indicar o enxerto primário de tendão flexor numa lesão antiga da zona 2, o cirurgião avalia o dedo. Segundo o Green, é correto:
- o dedo ideal tem movimento passivo completo, pele com cicatriz mínima e articulações móveis (grau 1 de BOYES), e a presença das polias A2 e A4 é requisito mínimo
- a rigidez articular é indicação de enxerto em um tempo
- a perda de todas as polias é compatível com enxerto primário
- a lesão nervosa associada contraindica qualquer reconstrução
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Conceito-chave
O enxerto de tendão só funciona num leito que deixe o tendão deslizar e num dedo que se mova. Se o dedo estiver rígido ou o leito destruído, o enxerto gruda e o resultado é pior que o de antes.
A avaliação, no Green (cap. 6, Tabela 6.2). A classificação de BOYES gradua o dedo antes da reconstrução:
- Bom (grau 1): cicatrizes mínimas, articulações móveis, sem alterações tróficas.
- Cicatriz: cicatrizes pesadas na pele por lesão ou cirurgia anterior.
- Dano articular: articulação lesada com amplitude restrita.
- Dano nervoso: lesão dos nervos digitais.
- Outros graus somam lesões.
O dedo ideal para o enxerto em um tempo é o de grau 1, sem contratura e com movimento passivo completo; PULVERTAFT dizia que a mão deve estar em boas condições gerais.
As polias. O Green manda avaliar a integridade do sistema de polias: a presença das polias A2 e A4 é um requisito mínimo; se possível, um sistema de três ou quatro polias.
Quando não é um tempo só. Com cicatriz importante, rigidez ou polias destruídas, a reconstrução vai para dois estágios: primeiro um espaçador (de silicone) e a reconstrução das polias, para formar uma nova bainha; depois o enxerto. A técnica de PANEVA-HOLEVICH é outra opção em estágios.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea da questão do TARO sobre a condição que indica o enxerto primário.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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