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Questão de Lesões dos tendões flexores (OrtoQuestões Simulados)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a cicatrização dos tendões flexores e a reabilitação, segundo o Green, é correto:

  1. a imobilização completa por 6 semanas é a melhor forma de evitar aderências
  2. as aderências são raras depois do reparo intrassinovial
  3. a área mais ativa da cicatrização fica a mais de 3 cm do reparo
  4. as aderências entre o tendão e a bainha, com rigidez, continuam entre as complicações mais comuns; estudos in vivo sugerem que podem ser evitadas com excursão suficiente na reabilitação com movimento passivo, e a área até 1 cm do reparo é a mais ativa; manter a resistência do reparo permite carga e excursão precoces
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Gabarito: D · as aderências entre o tendão e a bainha, com rigidez, continuam entre as complicações mais comuns; estudos in vivo sugerem que podem ser evitadas com excursão suficiente na reabilitação com movimento passivo, e a área até 1 cm do reparo é a mais ativa; manter a resistência do reparo permite carga e excursão precoces

Conceito-chave

O tendão reparado precisa de duas coisas que parecem opostas: repouso suficiente para cicatrizar e movimento suficiente para não grudar. A reabilitação moderna é a arte de dar as duas ao mesmo tempo.

O que o Green diz (cap. 6):

  • A formação de aderências entre o tendão e a bainha fibro-óssea, com rigidez digital, continua sendo uma das complicações mais comuns do reparo intrassinovial, apesar dos avanços.
  • Estudos in vivo sugerem que essas aderências, no reparo e em pontos distantes, podem ser evitadas se houver excursão suficiente do tendão durante a reabilitação com movimento passivo.
  • A área até 1 cm do reparo é a mais ativa: proliferação e migração celular precoces; há aumento da síntese de colágeno tipo I nas células do reparo e do epitendão.
  • A manutenção da resistência do reparo permite aplicar carga aumentada precoce e métodos de reabilitação que melhoram a excursão.
  • A lacuna precoce no reparo atrapalha a cicatrização.

A ideia por trás. LUNDBORG validou a cicatrização intrínseca, pelo próprio tendão e pelo epitendão, sem precisar de aderências. O movimento controlado estimula essa via e, ao mesmo tempo, impede que o tendão se cole à bainha. A imobilização faz o contrário: favorece a cicatrização extrínseca, por aderências.

Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre o papel da tensão e da mobilização na cicatrização e nas aderências.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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