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Questão de Outras malformações congênitas (OrtoQuestões Simulados)

Mão e punhoOutras malformações congênitasOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 5 anos com sinostose radioulnar proximal congênita unilateral, antebraço fixo em 70 graus de pronação e dificuldade funcional. Segundo o Green, é correto:

  1. a pronação fixa acima de 60 graus que atrapalha a função indica osteotomia derrotatória, colocando o antebraço unilateral entre 0 e 15 graus de pronação; a ressecção da sinostose costuma falhar, e as complicações incluem síndrome compartimental e lesão do interósseo posterior
  2. a ressecção da sinostose com mobilização é o tratamento de escolha e devolve a rotação
  3. no caso bilateral, os dois antebraços devem ser fixados em supinação
  4. a sinostose costuma ser distal
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Gabarito: A · a pronação fixa acima de 60 graus que atrapalha a função indica osteotomia derrotatória, colocando o antebraço unilateral entre 0 e 15 graus de pronação; a ressecção da sinostose costuma falhar, e as complicações incluem síndrome compartimental e lesão do interósseo posterior

Conceito-chave

A criança com sinostose radioulnar raramente reclama de dor. Os pais percebem que ela pega o prato ou a moeda de um jeito estranho, compensando com o ombro e o punho. A decisão cirúrgica depende de quanto a posição fixa atrapalha.

O que é, no Green (cap. 38). A sinostose radioulnar proximal congênita é uma falha na separação pré-natal do rádio e da ulna. É quase sempre proximal. Começa cartilaginosa e só aparece na radiografia quando ossifica. Associa-se a APERT, artrogripose, síndrome alcoólica fetal e KLINEFELTER. As crianças costumam ser vistas entre 2 e 6 anos, com ausência indolor de rotação, antebraço fixo em pronação (mais comum) ou supinação e leve contratura em flexão do cotovelo.

A classificação de CLEARY e OMER (Tabela 38.6): 1, sem osso visível e cabeça reduzida; 2, sinostose óssea e cabeça reduzida; 3, cabeça hipoplásica luxada para posterior; 4, sinostose curta com cabeça luxada para anterior, em cogumelo.

Por que não ressecar. A ressecção da sinostose para devolver a rotação falhou em 22 de 23 antebraços numa revisão; a interposição de retalho fascial pode evitar a recidiva, mas a rotação ganha é pequena.

Quando operar e como. A pronação extrema fixa (mais de 60 graus) que atrapalha a função indica osteotomia derrotatória:

  • unilateral: antebraço em 0 a 15 graus de pronação;
  • bilateral: dominante em 10 a 20 graus de pronação, não dominante em rotação neutra.

As complicações. Uma mudança grande de rotação pode causar tração do interósseo posterior ou síndrome compartimental; daí a internação com elevação e vigilância, a ressecção de 5 mm de osso e a fasciotomia profilática. As séries relatam síndrome compartimental, comprometimento vascular, paralisia do radial e perda de correção.

Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a conduta na sinostose unilateral e a complicação da osteotomia derrotatória.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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