Sobre a deficiência radial longitudinal (mão torta radial), segundo o Green, é correto:
- é rara entre as deficiências longitudinais, menos comum que a ulnar
- o nervo radial é a estrutura mais proeminente do lado radial do punho e corre risco na centralização
- é o tipo mais comum de deficiência longitudinal, muitas vezes bilateral e assimétrica; o nervo mediano está sempre presente e é muitas vezes a estrutura mais proeminente do lado radial do punho; na contratura em extensão do cotovelo, a centralização é contraindicada
- a classificação de BAYNE e KLUG se baseia na hipoplasia do polegar, sem considerar o rádio
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Conceito-chave
Na mão torta radial falta, em graus variados, tudo o que fica do lado do polegar: rádio, carpo radial, polegar, músculos, a artéria radial e o nervo radial abaixo do cotovelo. O que sobra do lado radial muda a anatomia que o cirurgião encontra.
Epidemiologia, no Green (cap. 38). É incomum, mas é o tipo mais comum de deficiência longitudinal congênita (cerca de 1 em 5.000 nascidos vivos num estudo finlandês). É muitas vezes bilateral e assimétrica. A avaliação inclui VACTERL, TAR (trombocitopenia com rádio ausente), HOLT-ORAM e anemia de FANCONI.
A classificação. BAYNE e KLUG dividiram a deficiência em quatro tipos pela gravidade radiográfica do rádio (de rádio curto até ausente); JAMES e colaboradores a modificaram para incluir deficiências do polegar ou do carpo com rádio de comprimento normal (Tabela 38.2).
A anatomia que importa na cirurgia.
- O nervo radial geralmente falta abaixo do cotovelo; a artéria radial em geral também.
- O nervo mediano está sempre presente e é muitas vezes a estrutura mais proeminente do lado radial do punho. É o nervo em risco na dissecção.
Quando não centralizar. Algumas crianças têm contratura em extensão do cotovelo. Nesse caso, a centralização é contraindicada, porque o desvio radial do punho é necessário para a mão alcançar o rosto. Corrigir o punho tiraria a única forma de a criança comer e se cuidar.
O debate atual. As complicações a longo prazo da centralização formal (recidiva, rigidez, lesão da fise ulnar) levaram alguns cirurgiões a preferir a reconstrução de partes moles com retalho bilobado e distração prévia.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a contraindicação à centralização e o nervo em risco.
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