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Questão de Neuropatia ulnar e outras compressões (OrtoQuestões Simulados)

Mão e punhoNeuropatia ulnar e outras compressõesOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a síndrome do túnel cubital, segundo o Green, é correto:

  1. é rara, bem menos frequente que a compressão do ulnar no canal de GUYON
  2. a área do túnel cubital aumenta com a flexão do cotovelo
  3. na classificação de McGOWAN, o grau I já tem atrofia muscular
  4. é a segunda neuropatia compressiva periférica mais comum; a flexão do cotovelo reduz a área do túnel e aumenta a pressão; na classificação de McGOWAN, o grau I não tem fraqueza, o II tem fraqueza sem atrofia e o III tem atrofia
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Gabarito: D · é a segunda neuropatia compressiva periférica mais comum; a flexão do cotovelo reduz a área do túnel e aumenta a pressão; na classificação de McGOWAN, o grau I não tem fraqueza, o II tem fraqueza sem atrofia e o III tem atrofia

Conceito-chave

Falar ao telefone, dirigir, dormir com o braço dobrado: a vida inteira passa com o cotovelo fletido, e é justamente nessa posição que o nervo ulnar sofre. O Green explica por quê com dois números.

Frequência. A compressão do ulnar no túnel cubital é extremamente comum e é a segunda neuropatia compressiva periférica mais comum, depois da síndrome do túnel do carpo. O ulnar é comprimido muito mais no cotovelo do que no canal de GUYON (cap. 28, p. 1103 e 1105).

A mecânica. A área do túnel cubital diminui com a flexão do cotovelo: APFELBERG e LARSON relataram redução de 55%. PECHAN e JULIS mostraram que a pressão aumenta com a flexão, e aumenta ainda mais com a extensão do punho ou a abdução do ombro. A posição superficial do nervo e a tensão a que ele é submetido na flexão o tornam suscetível.

A anatomia. O ulnar (C8 e T1) é ramo terminal do fascículo medial. No braço, fica posteromedial à artéria braquial; passa atrás do epicôndilo medial e medial ao olécrano; entra no túnel cubital, definido por uma fáscia tensa que vai do flexor ulnar do carpo ao ligamento de OSBORNE; e segue entre as cabeças ulnar e umeral do flexor ulnar do carpo. Pontos de compressão possíveis: arcada de STRUTHERS, septo intermuscular, fáscia do flexor ulnar do carpo, ancôneo epitroclear, ligamento de OSBORNE e bandas fasciais dentro do flexor ulnar do carpo.

McGOWAN, como o Green descreve (p. 1105): baseada na perda motora, sem as alterações sensitivas. Grau I: sem fraqueza. Grau II: fraqueza sem atrofia. Grau III: atrofia. O livro a considera amplamente citada, mas de aplicação clínica limitada.

O tratamento inicial. Educar o paciente a evitar a flexão do cotovelo com pressão sobre o nervo; tratar a fraqueza do trapézio médio, que aumenta a tração no fascículo medial. O resumo Neuropatias de compressão no membro superior traz o resto.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção que reúne a frequência, a mecânica e a classificação cobradas pelo TARO.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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