Sobre as polias e os vínculos dos tendões flexores, segundo o Netter, é correto:
- as polias cruciformes A1 e A3 são as mais importantes para evitar a corda de arco
- as polias anulares A2 e A4, sobre a falange proximal e a média, são as mais importantes e devem ficar íntegras para evitar a corda de arco; os vínculos longo e curto levam a irrigação do tendão dentro da bainha
- os vínculos são polias acessórias que estabilizam o tendão
- a polia A5 fica sobre a falange proximal e é a que causa o dedo em gatilho
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Conceito-chave
Pense numa vara de pescar: a linha passa por anéis presos ao longo da vara, e é isso que faz a linha acompanhar a curva da vara em vez de se esticar em linha reta. Os tendões flexores dos dedos funcionam do mesmo jeito, e os anéis são as polias. Sem as polias certas, o tendão se afasta do osso ao fletir o dedo, a chamada corda de arco, e perde força e amplitude.
A bainha e as polias. Os tendões flexores correm num túnel osteofibroso revestido de tenossinóvia, que protege, lubrifica e nutre o tendão e é também um local de infecção, reconhecida pelos sinais de KANAVEL. As polias são espessamentos da bainha: cinco anulares e três ou quatro cruciformes. As anulares A1, A3 e A5 ficam sobre as articulações (metacarpofalângica, interfalângica proximal e distal); a A2 e a A4 ficam sobre as falanges proximal e média (Jon C. Thompson, Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, cap. 6, Tendões).
As que não podem faltar. A A2 e a A4 são as mais importantes e devem ficar íntegras para prevenir a deformidade em corda de arco. Por isso, no reparo dos flexores na zona II, a terra de ninguém, o Netter insiste em preservar a A2 e a A4. A A1 é a polia do dedo em gatilho; a A3 cobre a interfalângica proximal e a lâmina palmar.
Os vínculos. São dois, longo e curto, e garantem a vascularização dos tendões dentro da bainha. Na avulsão do flexor profundo do tipo 1, o tendão se retrai até a palma e arranca os vínculos, o que deixa o coto sem irrigação; nos tipos 2 e 3, os vínculos ficam preservados (Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, cap. 6, Tendões).
A lâmina palmar. É o espessamento anterior da cápsula das interfalângicas, onde o flexor superficial e o profundo se inserem para fletir a proximal e a distal, e que impede a hiperextensão.
Por que esta questão foi criada. É gêmea da imagem da Ortopedia (`mao-0320`), que pediu a víncula curta do flexor superficial, e se apoia na anatomia que as questões de lesão dos flexores usam.
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