Sobre o aparelho extensor dos dedos, segundo o Netter, é correto:
- o extensor dos dedos estende a metacarpofalângica sobretudo pela inserção direta na base da falange proximal
- o feixe central insere-se na base da falange distal e estende a interfalângica distal
- a banda sagital estende a metacarpofalângica formando um laço em volta da base da falange proximal; o feixe central insere-se na base da falange média; o ligamento triangular impede a subluxação palmar das bandas laterais e se rompe, com o feixe central, na botoeira
- o ligamento retinacular oblíquo flete a interfalângica distal quando a proximal está estendida
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Conceito-chave
Um jogador de basquete leva uma bolada na ponta do dedo médio fletido. Dias depois, a interfalângica proximal fica fletida e a distal, em hiperextensão: é a botoeira. Para entender por que a deformidade demora a aparecer e por que ela tem essa forma, é preciso desmontar o aparelho extensor, uma estrutura em que tendões e ligamentos trabalham como um sistema de cordas e polias.
Como o extensor estende a metacarpofalângica. O tendão do extensor dos dedos desliza por baixo da expansão extensora. A banda sagital insere-se na lâmina palmar da falange proximal e forma um laço em volta da base dela: é por esse laço que o extensor estende a metacarpofalângica. O extensor tem uma inserção mínima na falange proximal, que não basta para estender a articulação. As fibras oblíquas mantêm o tendão centrado sobre a metacarpofalângica, e as bandas sagitais radiais são fracas e podem se romper (Jon C. Thompson, Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, cap. 6, Aparelho intrínseco).
A divisão em três. Sobre a falange proximal, o extensor se divide em feixe central, que se insere na base da falange média e estende a interfalângica proximal, e dois feixes laterais. Os feixes laterais se unem às bandas laterais, formadas pelas fibras dos interósseos e lumbricais, e compõem as bandas laterais conjuntas, que convergem na porção terminal, na base da falange distal, e estendem a interfalângica distal.
Os ligamentos que seguram as bandas. O ligamento triangular, sobre a falange média, une as duas bandas laterais conjuntas e impede a subluxação palmar delas durante a flexão da interfalângica proximal. O retinacular transverso impede a subluxação dorsal durante a extensão. O retinacular oblíquo, da face palmar da falange proximal à porção terminal, estende a interfalângica distal quando a proximal está estendida, ligando as duas articulações.
A botoeira. Quando o feixe central e o ligamento triangular se rompem, as bandas laterais migram para palmar do eixo da interfalângica proximal: passam a fleti-la e, tensionadas, hiperestendem a distal. É a lesão em botoeira, que o Netter situa na zona III dos extensores, com tala em extensão por 6 semanas (cap. 6, Zonas dos tendões extensores, p. 190). O teste de ELSON procura a lesão do feixe central.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TEOT 2021 (`mao-0109`), que pediu numa imagem a banda lateral do aparelho extensor, e do TARO 2015 (`mao-0066`), que cobrou a retração dos intrínsecos pelo exame da interfalângica proximal.
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