Sobre os ligamentos do punho, segundo o Netter, é correto:
- os palmares são mais fortes e quase todos intracapsulares; o espaço de POIRIER é um ponto fraco palmar entre o radioescafocapitato e o ulnocapitato, distalmente, e o radiossemilunar longo, proximalmente, por onde ocorrem as luxações perissemilunares
- os ligamentos dorsais são os mais fortes do punho
- existe um ligamento colateral ulnar verdadeiro, principal estabilizador ulnar do punho
- no ligamento escafossemilunar, as fibras palmares são as mais fortes
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Conceito-chave
Numa queda com o punho em hiperextensão, a luxação perissemilunar não acontece por acaso num lugar qualquer: ela abre caminho por um ponto fraco da cápsula palmar, entre dois feixes de ligamentos. Entender esse ponto exige conhecer como os ligamentos do punho se organizam.
As três articulações e os dois grupos de ligamentos. O punho reúne a radiocarpal, a radioulnar distal e a mediocarpal. A fileira proximal não tem inserções musculares e funciona como segmento intercalado, movida pelas forças que recebe; os ossos da fileira distal agem como uma unidade. Os ligamentos extrínsecos ligam o antebraço ao carpo; os intrínsecos, os ossos do carpo entre si. Os palmares são mais fortes e mais desenvolvidos, e a maioria é intracapsular (Jon C. Thompson, Netter Atlas de Anatomia Ortopédica, cap. 5, Articulações: punho).
Os extrínsecos palmares. Superficiais: radioescafocapitato, que vai do estiloide do rádio ao corpo do capitato e forma o fulcro em torno do qual o escafoide roda, e radiossemilunar longo. Profundos: radiossemilunar curto, resistente e vertical, que impede a luxação em hiperextensão, e os ulnocarpais (ulnossemilunar, ulnopiramidal e ulnocapitato). O ulnocapitato se mistura com o radioescafocapitato e forma a margem distal do espaço de POIRIER. No dorso, o radiocarpal dorsal (radiossemilunar-piramidal) é o principal estabilizador dorsal.
O espaço de POIRIER. É o ponto fraco palmar entre a margem proximal do radioescafocapitato e do ulnocapitato, distalmente, e a margem distal do radiossemilunar longo, proximalmente. É por ali que ocorrem as luxações perissemilunares.
Os intrínsecos da fileira proximal. O escafossemilunar tem as fibras dorsais mais fortes, e a ruptura leva à instabilidade em DISI; o semilunar-piramidal tem as fibras palmares mais fortes, e a ruptura, com lesão do radiocarpal dorsal, leva à VISI. No lado ulnar, não existe um colateral ulnar verdadeiro: quem dá algum suporte é o extensor ulnar do carpo e a sua bainha. Na fileira distal, o capitato-hamato é o ligamento mais forte.
Por que esta questão foi criada. É gêmea do TARO 2026 (`mao-0577`), que pediu numa figura o radiossemilunar longo e o piramidal-capitato, e da imagem da Ortopedia (`mao-0238`), que pediu um ligamento do punho pelo número.
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