Ao reconstruir uma artéria do antebraço com enxerto de veia safena, por que o enxerto deve ser invertido?
- Para que o calibre maior fique sempre do lado distal
- Para manter o fluxo anterógrado sem bater contra as válvulas venosas
- Para que os ramos laterais fiquem voltados para a pele
- Para reduzir o espasmo da parede venosa
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Conceito-chave
Uma veia tem válvulas que deixam o sangue correr num só sentido, em direção ao coração. Quando ela vira um conduto arterial, o sangue vai correr no sentido oposto ao que a veia conhecia, e isso precisa ser levado em conta.
A regra. Para todos os enxertos venosos, os enxertos devem ser invertidos para manter o fluxo anterógrado e não contra as válvulas venosas. Para as artérias braquial, radial ou ulnar, as veias safena, safena parva ou cefálica são boas escolhas; para os vasos digitais da palma e dos dedos, procura-se veia de calibre parecido (Green, cap. 43, p. 1681).
A exceção. Quando é preciso reconstruir a bifurcação braquial em radial e ulnar, pode-se usar a bifurcação anterógrada de uma veia maior, com as válvulas destruídas por um valvulótomo. Uma rede venosa do dorso do pé, invertida, pode dar várias saídas para os vasos digitais comuns quando o arco palmar precisa ser refeito (Green, cap. 43, p. 1681, Fig. 43.14 e 43.15).
Cuidados na retirada. Minimizar o dano à veia durante a colheita e ligar todos os pequenos ramos laterais com hemoclipes ou bipolar. Nos quadros de mutilação, o enxerto deve vir de fora da zona de lesão, ser pré-dilatado e invertido (Green, cap. 43, p. 1681 e 1683).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 28 do SIMÃO 2021, que cobrou afirmações sobre enxertos de veia em microcirurgia (uma das alternativas dizia que não é preciso inverter a veia). Aqui o foco é o motivo da inversão.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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