Uma úlcera de bordas violáceas na mão de um paciente com colite ulcerativa foi tomada por infecção e desbridada; dias depois, a lesão está bem maior. Que fenômeno explica a piora?
- Infecção por germe resistente ao antibiótico escolhido
- Reação patérgica do pioderma gangrenoso, que se espalha com a agressão cirúrgica
- Necrose do enxerto de pele colocado sobre a úlcera
- Isquemia por lesão da artéria digital no desbridamento
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Conceito-chave
O pioderma gangrenoso entra no capítulo de infecções crônicas do Green sem ser infecção. O motivo é prático: ele engana.
Por que está entre as infecções. O Green dá três razões: o pioderma e as outras dermatoses neutrofílicas imitam uma infecção fulminante que vira crônica se o diagnóstico errar; se tratados por cirurgia, pioram; e a prednisona oral cura de forma rápida e notável na maioria dos casos. Com a cirurgia, o pioderma se espalha de forma furiosa e centrífuga, a chamada reação patérgica, e já levou a amputações desnecessárias (Green, cap. 3, p. 75).
O quadro. É raro e aparece sobretudo em quem tem doença sistêmica, principalmente colite ulcerativa. Começa com pápulas que viram pústulas; segue necrose central com úlcera, e a borda elevada e violácea avança de 1 a 2 cm por dia. O tratamento inclui cuidado local da ferida, e a excisão cirúrgica é contraindicada, porque aumenta a área de necrose (Green, cap. 2, p. 57, Fig. 2.35).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 82 do SIMÃO 2021, que perguntou o tratamento indicado do pioderma gangrenoso (resposta esperada: corticoide). O acervo já cobra a prednisona e a velocidade da úlcera; aqui o ângulo é o que acontece quando se opera.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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