Em qual destas fraturas do escafoide o Green recomenda fixação cirúrgica mesmo sem desvio?
- Fratura do polo proximal
- Fratura da tuberosidade distal
- Fratura da cintura sem desvio num jovem de alta demanda
- Fratura com ângulo intraescafoide lateral de 32 graus
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Conceito-chave
No escafoide, o que decide entre gesso e cirurgia é a chance de consolidar, e ela depende muito de onde a fratura está.
Polo distal e tubérculo. Em geral, tratamento não cirúrgico: o polo distal é bem vascularizado e consolida em 6 a 8 semanas de gesso curto. As duas fraturas distais mais tratadas com gesso são a avulsão do lábio radiopalmar da tuberosidade e a impactação da metade radial da superfície articular distal (Green, cap. 16, p. 682).
Cintura sem desvio. Pode ir para gesso ou cirurgia; as taxas de consolidação são igualmente altas, e a escolha envolve tempo de recuperação, custo, idade e atividade. Num estudo multicêntrico, as fraturas da cintura sem desvio ou com desvio mínimo consolidaram em 98% com gesso curto (Green, cap. 16, p. 682 e 683).
Polo proximal. Muitos consideram essas fraturas instáveis com ou sem desvio: fragmento pequeno, irrigação tênue, posição articular e braço de momento grande. A pseudartrose chega a 34% com gesso e 2% com fixação, e o risco é 7,5 vezes maior que na cintura ou no polo distal. Por isso, qualquer fratura do polo proximal, com ou sem desvio, deve ser fixada, de preferência com parafuso anterógrado por via dorsal (Green, cap. 16, p. 683).
O critério de angulação. COONEY considerou instáveis, entre outras, as fraturas com mais de 1 mm de desvio e ângulo intraescafoide lateral acima de 35 graus (Green, cap. 16, p. 682).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 76 do SIMÃO 2021, que perguntou em que caso de fratura do escafoide a cirurgia está sempre indicada (resposta esperada: polo proximal sem desvio).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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