Por que o Green considera absolutamente contraindicado o bloqueio interescalênico bilateral?
- Pelo risco de toxicidade cardíaca do anestésico local
- Porque esse bloqueio costuma paralisar o nervo frênico, com risco de insuficiência respiratória
- Pelo risco de hematoma epidural
- Porque impede avaliar a função dos nervos no pós-operatório
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Conceito-chave
A anestesia regional tem pouquíssimas contraindicações absolutas, e a prova gosta delas justamente por serem poucas.
As duas absolutas gerais. O Green cita recusa do paciente e infecção no local de inserção da agulha, esta pelo risco de levar bactérias da pele para a corrente sanguínea ou para o sistema nervoso. Infecção em outra parte do corpo não é contraindicação absoluta para uma punção única, mas pede avaliação de riscos e benefícios (Green, cap. 1, p. 1).
Contraindicações relativas. Necessidade de avaliar o nervo logo após a cirurgia, medo de mascarar uma síndrome compartimental e possibilidade de agravar uma lesão nervosa prévia (o fenômeno do duplo esmagamento). No anticoagulado, a anestesia neuraxial é contraindicada pelo risco de hematoma epidural (Green, cap. 1, p. 1 e 2).
O caso do interescalênico. O bloqueio interescalênico comumente paralisa o nervo frênico; por isso, fazê-lo dos dois lados é absolutamente contraindicado, pelo risco de insuficiência respiratória. Mesmo o supraclavicular tem cerca de 50% de risco estimado de paralisia diafragmática transitória (Green, cap. 1, p. 2).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 61 do SIMÃO 2021, que pediu a contraindicação absoluta à anestesia regional entre infecção no local da agulha, síndrome compartimental, anticoagulação e procedimento bilateral (resposta esperada: infecção no local da agulha). Como o acervo já cobra essas contraindicações absolutas, aqui o ângulo é a armadilha do bloqueio bilateral.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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