Sobre as neurotizações (transferências de nervo) nas lesões traumáticas do plexo braquial, qual afirmação está de acordo com o Green?
- O ideal é operar depois de 12 meses da lesão
- O nervo acessório espinhal é abordado pelo espaço quadrangular
- O ramo para a cabeça longa do tríceps é ligado de preferência à divisão posterior do axilar
- Na dissecção do acessório espinhal, preserva-se o ramo proximal para a porção superior do trapézio
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Conceito-chave
Na lesão do plexo braquial, o tempo é músculo: a placa motora morre se ficar desnervada por muito tempo. As transferências de nervo encurtam a distância que o axônio precisa percorrer, mas só funcionam se feitas a tempo e com cuidado com o doador.
O momento. Sem forte suspeita de avulsão e sem sinais de recuperação, os autores exploram 3 a 6 meses após a lesão, às vezes esperando 5 a 6 meses quando a chance de recuperação espontânea é maior. Raramente esperam mais de 6 meses, porque atrasos longos pioram os resultados (Green, cap. 34, p. 1311).
O acessório espinhal. É identificado alguns centímetros acima da clavícula, na face anterior do trapézio, e diferenciado dos ramos do plexo cervical pelo calibre e pela contração vigorosa do trapézio ao estímulo. Deve ser dissecado o mais distal possível, preservando um ramo proximal para a porção superior do trapézio; depois é dividido e transferido (Green, cap. 34, p. 1320).
O deltoide. É reinervado pela divisão posterior do tronco superior, pelo axilar propriamente dito ou pela divisão anterior do axilar (Green, cap. 34, p. 1316). Quem quer reinervar o deltoide precisa, portanto, alcançar a divisão anterior.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 99 do SIMÃO 2021, que cobrou afirmações sobre as neurotizações no plexo braquial.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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