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Questão de Outras malformações congênitas (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2022)

Mão e punhoOutras malformações congênitasOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2022

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o polegar fechado congênito (clasped thumb), qual afirmação está de acordo com o Green?

  1. O diagnóstico costuma ser feito ao nascimento
  2. O déficit de extensão geralmente fica na metacarpofalângica
  3. A cirurgia deve ser oferecida a partir de 1 ano de idade
  4. No tipo I, a órtese tem resultados duvidosos
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Gabarito: B · O déficit de extensão geralmente fica na metacarpofalângica

Conceito-chave

O recém-nascido costuma manter o polegar dentro da mão fechada nos primeiros meses. É exatamente por isso que o polegar fechado congênito passa despercebido: ninguém estranha um bebê com o polegar na palma.

O espectro. Vai de deficiências leves do mecanismo extensor a anomalias graves dos músculos tenares, da primeira comissura e das partes moles. Na classificação de McCARROLL ampliada por MIH: tipo I, polegar geralmente flexível, com extensor ausente ou hipoplásico; tipo II, complexo, com contratura articular, anomalia de colateral, contratura da comissura e anomalia tenar; tipo III, associado à artrogripose ou a síndromes como MASA (Green, cap. 37, p. 1488).

O diagnóstico. Muitas vezes é tardio, porque a criança mantém o polegar dentro da palma nos primeiros 3 a 4 meses. Na apresentação, o polegar repousa em flexão com déficit de extensão, mais comumente só na metacarpofalângica, o que indica hipoplasia do extensor curto do polegar. Déficit também na interfalângica sugere deficiência do extensor longo; adução do metacarpo sugere insuficiência do abdutor longo (Green, cap. 37, p. 1488).

O tratamento. No tipo I, órtese em extensão em tempo integral por 2 a 6 meses é eficaz: MIURA teve bons resultados em 70% das crianças imobilizadas até 12 meses, mas só em 21% das maiores de 1 ano e em nenhuma com mais de 2 anos. A cirurgia fica para quem falhou na órtese ou chegou depois dos 2 anos com limitação funcional; o déficit leve na metacarpofalângica nem sempre precisa de tratamento (Green, cap. 37, p. 1488).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 80 do SIMÃO 2022, que cobrou afirmações sobre o polegar empalmado.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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