Na leitura das radiografias do punho com fratura do rádio distal, qual afirmação segue o Green?
- A inclinação palmar é mais bem vista num perfil com o feixe inclinado 10 a 30 graus no sentido distal-proximal
- No punho normal, a lágrima forma uns 50 graus com a diáfise radial
- A distância anteroposterior da fossa do semilunar mede cerca de 10 mm
- Contornos concêntricos entre a fossa do semilunar e o semilunar sugerem fratura coronal
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Conceito-chave
A radiografia em perfil do punho engana: o estiloide radial se sobrepõe à fossa do semilunar e esconde a superfície articular. O Green ensina a "perfilar" a articulação e a ler os marcos certos.
A inclinação palmar. É medida pelo ângulo entre a linha que une os lábios dorsal e palmar da faceta do semilunar e o eixo do rádio. É mais bem vista num perfil com o feixe inclinado cerca de 10 a 30 graus no sentido distal-proximal, que perfila a faceta do semilunar e elimina a sobreposição do estiloide radial (Green, cap. 15, p. 604, Fig. 15.7). A inclinação radial média é de 23 graus.
A lágrima. É a projeção palmar da faceta do semilunar, um suporte mecânico que impede a subluxação do semilunar. O ângulo da lágrima normalmente mede 70 graus com o eixo do rádio; uma rotação dorsal sutil já o diminui. A lágrima tem só cerca de 5 mm de largura (Green, cap. 15, p. 604).
A distância anteroposterior. Medida entre as bordas dorsal e palmar da faceta do semilunar, tem média de 18 a 20 mm; o alargamento sugere uma fratura da fossa no plano coronal. Num punho normal, as curvaturas da faceta e do semilunar são praticamente concêntricas; contornos não concêntricos sugerem lesão (Green, cap. 15, p. 604).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 82 do SIMÃO 2022, que cobrou afirmações sobre a anatomia radiográfica do rádio distal.
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