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Questão de Doença de Dupuytren (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2022)

Mão e punhoDoença de DupuytrenOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2022

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre as contraturas graves da interfalângica proximal na doença de DUPUYTREN, qual afirmação está de acordo com o Green?

  1. Na botoeira associada a contraturas graves recorrentes, a artrodese da interfalângica distal é o manejo mais previsível
  2. São definidas como contraturas acima de 40 graus
  3. Devem sempre ser corrigidas num único tempo cirúrgico
  4. A fixação externa isolada costuma manter a correção depois de retirada
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Gabarito: A · Na botoeira associada a contraturas graves recorrentes, a artrodese da interfalângica distal é o manejo mais previsível

Conceito-chave

Quanto mais dobrada a interfalângica proximal no DUPUYTREN, mais estruturas além do cordão estão alteradas: pele, feixes neurovasculares, cápsula, bainha flexora e o próprio mecanismo extensor. Corrigir tudo de uma vez fica arriscado.

O que é grave. O Green chama atenção para as contraturas maiores que 60 graus: os efeitos anatômicos secundários tornam a correção em um tempo mais arriscada e menos eficaz. Ângulos maiores aumentam a chance de feixes neurovasculares em espiral, dificultam a visão e aumentam alterações do mecanismo extensor, tensão capsuloligamentar e da bainha flexora (Green, cap. 4, p. 166).

A correção em etapas. A fasciectomia ou dermofasciectomia em etapas pode ser mais segura e eficaz que a correção em tempo único, com primeira etapa por fasciotomia com agulha, fixação externa isolada ou fixação externa com fasciotomia. A fixação externa sozinha melhora muito, mas a recontratura é comum semanas após a retirada sem fasciectomia (Green, cap. 4, p. 166).

A botoeira secundária. As alterações do mecanismo extensor ficam cada vez mais prováveis com contraturas acima de 60 graus. A tenotomia do extensor na metade da falange média (tenotomia de DOLPHIN) pode reduzir a hiperextensão da interfalângica distal e melhorar a extensão da proximal ao fim do procedimento. O manejo mais previsível da botoeira associada a contraturas graves recorrentes é a artrodese da interfalângica distal, além do tratamento da contratura da proximal (Green, cap. 4, p. 166 e 167).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 81 do SIMÃO 2022, que cobrou afirmações sobre as contraturas graves da interfalângica proximal no DUPUYTREN. No original, a alternativa da tenotomia do tendão terminal também encontrava apoio no Green (a tenotomia de DOLPHIN); esta versão troca essa alternativa para deixar uma única resposta.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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