Paciente de 70 anos, lesão do radial há 6 meses, falha de 5 cm entre os cotos e cicatriz extensa no dorso do braço. Qual é a melhor conduta?
- Enxerto de sural e, se o braquiorradial não reagir em 3 meses, transferência
- Transferências de tendão, sem explorar o nervo
- Enxerto de sural e transferências no mesmo tempo
- Órtese de punho e artrodese no futuro, conforme a adaptação
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Conceito-chave
O resultado de um reparo do radial depende de quatro coisas: idade, tempo desde a lesão, tamanho da falha e qualidade do leito. Este paciente perde nas quatro.
Quando ir direto para as transferências. BROWN aconselhava transferências precoces para restaurar a extensão do punho, dos dedos e do polegar quando o prognóstico do reparo nervoso é ruim: falha nervosa maior que 4 cm, grande ferida ou cicatriz extensa, ou perda de pele sobre o nervo (Green, cap. 31, p. 1228). Se um bom reparo é possível, a maioria espera alguns meses e só transfere se a reinervação não vier.
Os argumentos do lado oposto. BEVIN chegou a sugerir nunca reparar o radial e ir direto às transferências, encurtando a incapacidade; mas a maioria considera os resultados do reparo bons o bastante para fazê-lo rotineiramente, especialmente em pacientes mais jovens (Green, cap. 31, p. 1228). E não há limite de tempo para as transferências: há relato de sucesso 24 anos após a lesão.
Aplicando ao caso. Setenta anos, falha de 5 cm, 6 meses de evolução e cicatriz ruim: a chance de o enxerto reinervar os extensores é baixa e o tempo de espera é longo. As transferências de tendão, sem exploração do nervo, devolvem a função de forma previsível.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 76 do SIMÃO 2022, que perguntou a melhor conduta numa lesão antiga do radial com falha grande e cicatriz num paciente idoso.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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