Qual bactéria é a principal preocupação infecciosa quando se usam sanguessugas medicinais num retalho ou reimplante congesto?
- Aeromonas hydrophila
- Staphylococcus aureus
- Pseudomonas aeruginosa
- Klebsiella sp.
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Conceito-chave
O dedo reimplantado está roxo e inchado: a artéria funciona, mas a veia não drena. Uma das saídas é colocar sanguessugas medicinais, que sugam o sangue e liberam anticoagulante. Elas ajudam, mas trazem uma bactéria junto.
A bactéria. A Aeromonas hydrophila é o organismo mais comumente associado à sanguessuga medicinal (Hirudo medicinalis); foi cultivada em infecções pós-operatórias em 18% dos retalhos que precisaram de sanguessugas. Ela faz parte da flora intestinal da sanguessuga e pode causar celulite, mionecrose, abscesso, endocardite e sepse (Green, cap. 2, p. 48).
A prevenção. LINEAWEAVER e colaboradores mostraram que sanguessugas que se alimentavam de sangue com antibiótico tinham culturas intestinais menores ou negativas para Aeromonas. Por isso recomenda-se profilaxia antibiótica de amplo espectro com cobertura para Aeromonas antes de aplicar as sanguessugas. A resistência crescente à ciprofloxacina deve ser considerada na escolha, e há quem recomende testar a água do tanque das sanguessugas para identificar cepas resistentes a quinolonas (Green, cap. 2, p. 48).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 12 do SIMÃO 2022, que perguntou qual bactéria representa o risco infeccioso das sanguessugas medicinais.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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