Na dissociação escafolunar aguda, em que ordem costumam falhar as três porções do ligamento escafolunar?
- Dorsal, depois membranosa, depois palmar
- Dorsal, depois palmar, depois membranosa
- Palmar, depois membranosa, depois dorsal
- Palmar, depois dorsal, depois membranosa
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Conceito-chave
O ligamento escafolunar não é uma peça só. Ele tem três porções: a palmar, a membranosa proximal (fibrocartilaginosa) e a dorsal, que é a mais grossa e a mais importante para a estabilidade. Saber qual rompe primeiro explica por que muitas lesões parciais passam despercebidas.
O cenário mais frequente. O Green descreve que a situação mais comum envolve a ruptura das porções palmar e membranosa, mas não das fibras dorsais do ligamento escafolunar. Ocasionalmente o dorsal falha primeiro enquanto o palmar mantém alguma integridade (Green, cap. 13, p. 512). Ou seja, a sequência típica vai de palmar para membranosa e, por fim, dorsal.
Por que isso importa. Enquanto a porção dorsal resiste, o punho pode não mostrar diástase nem DISI na radiografia simples: é a fase pré-dinâmica, vista só na artroscopia ou em ressonância de alta resolução. O grau de incompetência vai de distensão mínima (GEISSLER I) a rupturas parciais da membrana sem grande instabilidade (Green, cap. 13, p. 512). Quando o dorsal também cede, aparecem a diástase e o colapso.
Na lesão parcial aguda. Com bom contato entre as bordas do ligamento e estabilizadores da fileira proximal íntegros, pode-se fixar temporariamente a articulação com fios de Kirschner, sob artroscopia ou fluoroscopia, para permitir a cicatrização (Green, cap. 13, p. 512).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 10 do SIMÃO 2022, que cobrou a ordem de lesão dos componentes do ligamento escafolunar na dissociação aguda.
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