Na cirurgia da camptodactilia, qual é o resultado desfavorável mais característico, de que a família deve ser avisada antes da operação?
- Instabilidade da interfalângica proximal
- Deiscência da ferida
- Rigidez, com perda de flexão em troca do ganho de extensão
- Lesão do nervo digital
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Conceito-chave
A camptodactilia é uma contratura em flexão da interfalângica proximal. A cirurgia parece simples: liberar o que prende o dedo. Mas o resultado costuma ser menos generoso do que a família espera.
O que se libera. Pele, bainha, ligamentos de contenção (check-rein), às vezes o flexor superficial perto da inserção e um lumbrical anômalo, que pode ser liberado ou transferido para o mecanismo extensor. Quando a pele não alcança, usam-se enxerto de pele total ou retalhos (Waters e Bae, cap. 6, p. 56).
O preço. Os resultados cirúrgicos são mais limitados quando a perda de flexão é trocada por melhor extensão passiva e ativa: funciona como uma "osteotomia de partes moles", em que o arco de movimento muda, mas não necessariamente aumenta. A família precisa saber disso antes da cirurgia (Waters e Bae, cap. 6, p. 56). Muitas vezes a flexão final chega só à palma, e não à prega palmar distal.
Outras preocupações. Necrose de retalho ou cicatriz hipertrófica que limite o movimento; e, a mais alarmante, isquemia digital por lesão direta ou por correção além do que as artérias suportam (Waters e Bae, cap. 6, p. 57). Ou seja, o fio comum é o movimento: o dedo pode ficar mais reto e mais rígido.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 81 do SIMÃO 2024, que perguntou a complicação mais comum do tratamento cirúrgico da camptodactilia. O capítulo de malformações do Green não detalha essa cirurgia; a resposta foi conferida no livro de cirurgia pediátrica da mão de WATERS e BAE.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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