Na lesão do plexo braquial ao nascimento, qual destes padrões tem o melhor prognóstico de recuperação espontânea?
- Lesão do tronco superior, C5 e C6 (ERB)
- Lesão estendida, C5 a C7
- Lesão global, C5 a T1, sem síndrome de HORNER
- Lesão global com síndrome de HORNER
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um recém-nascido de parto difícil não mexe o braço. Os pais querem saber se vai voltar. A resposta depende de quantas raízes foram atingidas.
Os padrões. O mais comum envolve o tronco superior (C5 e C6), a paralisia de ERB. O segundo mais comum envolve C5 a C7, a paralisia de ERB estendida. O envolvimento de todo o plexo (C5 a T1), a lesão global, é o menos comum (Green, cap. 40, p. 1562).
O prognóstico. A paralisia de ERB tem o melhor prognóstico de recuperação espontânea; a paralisia global tem o pior (Green, cap. 40, p. 1562). NARAKAS e SLOOFF organizaram o espectro em quatro grupos: I, ERB clássico C5 e C6; II, C5 a C7, com prognóstico pior; III, membro flácido sem síndrome de HORNER; IV, membro flácido com HORNER. A síndrome de HORNER (ptose, miose, enoftalmia, anidrose) sugere avulsão das raízes inferiores e traz prognóstico ruim (Fig. 40.3).
Como acompanhar. O ponto mais importante do exame é definir o prognóstico de recuperação, por isso os exames são seriados, a cada 1 a 3 meses (Green, cap. 40). Fraturas de clavícula podem coexistir e merecem radiografia; a fratura do úmero pode imitar a paralisia.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 76 do SIMÃO 2024, que perguntou qual quadro tem o melhor prognóstico na paralisia braquial obstétrica (entre as opções originais, a lesão estendida C5 a C7). Esta versão inclui o ERB clássico, que o Green aponta como o de melhor prognóstico.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo