Para que tipo de lesão da fibrocartilagem triangular está mais indicada a sutura artroscópica transóssea de NAKAMURA?
- Ruptura foveal
- Ruptura central
- Ruptura da inserção radial
- Ruptura volar
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Conceito-chave
A fibrocartilagem triangular tem uma parte que só amortece e outra que estabiliza. Os ligamentos radioulnares distais se prendem em duas camadas: uma superficial, no estiloide da ulna, e uma profunda, na fóvea, que é a que realmente segura a radioulnar distal. Por isso a ruptura foveal pede reinserção no osso.
Por que reinserir na fóvea. A falha em recolocar a fibrocartilagem na sua pegada foveal pode induzir sinovite, que inibe a cicatrização das fibras foveais e perpetua a instabilidade dolorosa da radioulnar distal. Desde 2000 surgiram técnicas de reinserção foveal; as duas mais comuns por artroscopia são as suturas transósseas e as âncoras (Green, cap. 17, p. 787).
A técnica de NAKAMURA. É mais indicada para a ruptura foveal sintomática, completa ou parcial, com até 6 meses de evolução, e funciona melhor com variância ulnar neutra ou negativa; na variância positiva, o cisalhamento entre a cabeça da ulna e o local da sutura pode romper os pontos. O túnel ósseo parte do córtex ulnar da diáfise, cerca de 15 mm proximal ao estiloide, e chega à inserção foveal, o ponto isométrico de rotação do antebraço (Green, cap. 17, p. 788, Fig. 17.25). Em cadáver, a sutura transóssea artroscópica foi biomecanicamente superior ao reparo aberto (p. 787).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 36 do SIMÃO 2024, que perguntou para qual lesão da fibrocartilagem triangular a sutura transóssea de NAKAMURA é mais indicada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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