Qual anestésico local é o agente típico de escolha para o bloqueio regional intravenoso (bloqueio de BIER)?
- Bupivacaína
- Ropivacaína
- Procaína
- Lidocaína
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Conceito-chave
O bloqueio de BIER é um dos mais antigos da anestesia regional, de 1908, e continua útil para cirurgias curtas e manipulações do antebraço distal e da mão. A técnica é simples, mas o anestésico precisa ser escolhido com cuidado, porque ele fica dentro das veias.
A técnica. Coloca-se um cateter venoso no dorso da mão, exsanguina-se o membro e insufla-se um torniquete pneumático. O anestésico injetado no sistema venoso pelo cateter produz bloqueio sensitivo rápido e profundo (Green, cap. 1, p. 10).
O agente. A lidocaína pura a 0,5%, na dose de 3 mg/kg, é o agente típico de escolha, o que dá cerca de 40 mL no adulto médio. A prilocaína pode ser usada no lugar; já a bupivacaína é contraindicada no bloqueio de BIER, pela potencial toxicidade cardíaca (Green, cap. 1, p. 10).
Quando não fazer. Lesões por esmagamento ou fraturas expostas que possam ter lesado o sistema venoso, membro difícil de exsanguinar, contraindicação ao torniquete, infecção local ou celulite e alergia ao anestésico (Green, cap. 1, p. 10).
A complicação temida. É a toxicidade sistêmica quando o torniquete falha e desinsufla cedo. Recomenda-se manter o torniquete inflado por 20 a 30 minutos após a injeção, para dar tempo ao metabolismo do anestésico e reduzir os efeitos cardiovasculares e respiratórios (Green, cap. 1, p. 10).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 9 do SIMÃO 2024, que perguntou o anestésico mais indicado para o bloqueio regional intravenoso.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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