No reimplante de um segmento com grande massa muscular (macrorreimplante), por quanto tempo os autores do Green deixam o membro reperfundir por shunt para cada hora de isquemia prévia?
- 5 minutos
- 40 minutos
- 20 minutos
- 60 minutos
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Conceito-chave
Reimplantar um antebraço não é reimplantar um dedo grande. O músculo amputado ficou horas sem oxigênio, acumulando potássio, ácido e restos de células. Quando o sangue volta, tudo isso vai para a circulação do paciente.
Por que o músculo muda a estratégia. Nas amputações proximais, a isquemia quente prolongada pode causar necrose muscular importante, e a reperfusão pode produzir coagulopatia; quanto maior a carga muscular, mais crítico é o tempo (Green, cap. 42, p. 1654). O anestesiologista precisa estar pronto para hidratar e monitorar o paciente durante a reperfusão.
O shunt e a regra dos 20 minutos. Os autores restabelecem rapidamente o fluxo arterial com shunts temporários e tentam reperfundir por 20 minutos para cada hora de isquemia sustentada antes da reperfusão. Só então consideram retirar os shunts, exsanguinar e aplicar o torniquete para seguir com o restante do reimplante (Green, cap. 42, p. 1658). Um segundo shunt no sistema venoso ajuda a reduzir a perda de sangue.
O tempo de shunt não é perdido. Durante a reperfusão, a equipe faz o que dispensa torniquete: fixação óssea (placas no rádio, na ulna ou no úmero, ou fixador externo) e fasciotomias do antebraço e da mão; as tarefas mais delicadas ficam para depois, sob torniquete (Green, cap. 42, p. 1658).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 75 do SIMÃO 2024, que cobrou o tempo de reperfusão por hora de isquemia nos macrorreimplantes.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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