Em comparação com o enxerto de pele de espessura parcial, o enxerto de espessura total:
- Contrai mais depois de integrado
- Tem mais apêndices epidérmicos
- Recupera pior a sensibilidade
- Integra mais facilmente, mesmo em leito ruim
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Conceito-chave
Enxerto de pele é como transplantar um tapete: quanto mais grosso, melhor ele fica depois de colado, e mais difícil é fazê-lo pegar. Essa troca resume as diferenças entre o enxerto parcial e o total.
Como cada um é colhido. O enxerto de espessura parcial leva só a camada superficial da pele, com faca ou dermátomo; a área doadora cicatriza sozinha a partir das células epiteliais dos apêndices mais profundos (folículos e glândulas). O de espessura total leva toda a pele até a gordura, e a área doadora precisa ser fechada como uma incisão (Green, cap. 44, p. 1704).
As vantagens do total. O Green resume: os enxertos de espessura total oferecem melhor proteção, suportam melhor, estabelecem melhor sensibilidade, contêm mais apêndices epidérmicos e contraem menos que os parciais. Eles transferem todos os apêndices cutâneos e terminações nervosas, exceto as glândulas sudoríparas do subcutâneo e alguns corpúsculos de VATER-PACINI (cap. 44, p. 1704 e 1707).
O preço. O total não pega tão prontamente quanto o parcial, exige um leito receptor muito melhor e é mais propenso a infecção; além disso, nem sempre há pele disponível. Por isso o Green reserva o enxerto total para situações em que a qualidade da pele e a menor contratura são cruciais, em geral na palma da mão (cap. 44, p. 1704). As boas áreas doadoras são as regiões abdominal inferior e lateral; a pele da virilha deve ser evitada na mão, por ser mais escura e pilosa (p. 1707).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 7 do SIMÃO 2024, que comparou o enxerto de pele total com o parcial.
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