Orto Questões

Questão de Lesões ligamentares dos dedos (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2024)

Mão e punhoLesões ligamentares dos dedosOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Um jogador de futebol sofre ruptura completa do ligamento colateral ulnar da metacarpofalângica do polegar esquerdo. Qual é o tratamento habitualmente recomendado?

  1. Imobilização por cerca de seis semanas, seguida de reabilitação gradual
  2. Órtese funcional para permitir retorno rápido às atividades
  3. Repouso e analgésicos, sem imobilização
  4. Reparo cirúrgico do ligamento
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · Reparo cirúrgico do ligamento

Conceito-chave

O goleiro espalma a bola e o polegar vai para trás e para fora. A borda ulnar da metacarpofalângica incha e dói. A pergunta que decide o tratamento é uma só: a ruptura é parcial ou completa?

Por que a completa não cicatriza sozinha. Em 1962, STENER descreveu a lesão que leva seu nome em 25 de 39 rupturas completas do colateral ulnar do polegar: a aponeurose do adutor fica interposta entre o ligamento avulsionado e sua inserção na base da falange proximal. Sem contato entre as pontas, a cicatrização é impossível e o resultado é frouxidão ulnar, qualquer que seja o tempo de imobilização (Green, cap. 8, p. 349, Fig. 8.33). Nas rupturas parciais, essa interposição não ocorre.

Como diferenciar. O ligamento fica sob tensão máxima a 40 graus de flexão, e o exame em flexão é o mais relevante, porque em extensão total a placa volar dá estabilidade lateral. Muitos autores usam 30 graus de abertura ulnar, outros 15 graus a mais que o lado oposto; o autor prefere avaliar se há um ponto final firme ao estresse em valgo. Na ruptura completa, a articulação abre sem resistência e sem ponto final (Green, cap. 8, p. 349 e 350). Radiografias devem ser feitas antes de forçar a articulação, à procura de avulsão ou fratura condilar.

O tratamento. As rupturas parciais agudas vão bem com 4 semanas de imobilização contínua só da metacarpofalângica, mais 2 semanas de tala com movimento ativo. Para as rupturas completas, recomenda-se o reparo cirúrgico, caminho mais previsível e talvez mais rápido. Se alguém pensar em tratamento conservador numa ruptura completa, cabe ao médico descartar a lesão de STENER, geralmente com exame de imagem (Green, cap. 8, p. 350).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 6 do SIMÃO 2024, que cobrou o tratamento da lesão completa do colateral ulnar da metacarpofalângica do polegar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo