Para uma fratura transversa instável e desviada da diáfise da falange média, sem cominuição, qual método de fixação o autor do capítulo do Green usa na grande maioria dos casos?
- Apenas órtese, sem fixação
- Fixador externo
- Fios de Kirschner
- Parafuso intramedular de compressão sem cabeça
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Conceito-chave
A falange média é curta, de cortical dura e cercada por estruturas que não gostam de ser incomodadas: a bandeleta central do extensor, que se insere na sua base, e o flexor superficial, que se insere ao longo de quase toda a face palmar. Fixá-la é escolher o método que dá estabilidade com o mínimo de agressão a esses tendões.
A preferência do autor. "Eu administro quase todas as fraturas falanges transversais não cominutivas com fixação com fio de Kirschner" (Green, cap. 7, p. 302). Só em situações especiais, como atletas de elite e pacientes que precisam voltar muito rápido ao trabalho sem imobilização, ele usa placas laterais de baixo perfil ou parafuso intramedular de compressão sem cabeça, este último adotado apenas recentemente em sua prática.
Um detalhe de técnica. Para evitar rigidez da interfalângica proximal, o autor evita iniciar os fios no nível dessa articulação: fixa as fraturas da falange proximal de forma anterógrada e as da falange média de forma retrógrada (Green, cap. 7, p. 302). Os fios costumam ser removidos com 3 a 4 semanas.
Quando o cenário muda. Nas fraturas instáveis e cominutivas, geralmente expostas e com lesão de partes moles, a cirurgia é quase sempre necessária, e o algoritmo passa a incluir placa e, se preciso, fixação externa (Green, cap. 7, p. 302).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 94 do SIMÃO 2024, que perguntou a técnica preferida para a fratura instável e desviada da falange média.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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