Sobre as fraturas do colo dos metacarpos, qual afirmação segue o Green?
- No indicador e no médio, angulações de até 30 graus podem ser tratadas sem cirurgia
- O desvio rotacional que faz os dedos se sobreporem é indicação absoluta de cirurgia
- A pseudogarra com encurtamento é apenas uma indicação relativa de cirurgia
- Os dedos ulnares toleram mais angulação porque têm mais mobilidade na metacarpofalângica
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Conceito-chave
A mesma angulação no colo do metacarpo pode ser irrelevante no mínimo e inaceitável no indicador. A explicação está na base da mão, e não na fratura.
Por que o lado ulnar perdoa mais. O quarto e o quinto metacarpos se movem na articulação carpometacarpal; o segundo e o terceiro são praticamente fixos. Quando o colo do quinto metacarpo angula, a carpometacarpal compensa e a cabeça não "afunda" na palma da mão. No indicador e no médio, não há essa compensação (Green, cap. 7, p. 263).
Os números. Não há valores prescritivos: o mínimo pode tolerar até 70 graus, enquanto os dois dedos radiais podem tolerar tão pouco quanto 10 a 15 graus. Pela falta de movimento carpometacarpal compensatório, há consenso quase universal de que angulação residual acima de 10 a 15 graus no colo do indicador e do médio não deve ser aceita (Green, cap. 7, p. 263).
As indicações absolutas. O Quadro 7.3 lista: fratura exposta; desalinhamento rotacional que resulta em sobreposição dos dedos; pseudogarra significativa (hiperextensão da metacarpofalângica e flexão da interfalângica proximal por encurtamento) com comprometimento funcional (Green, cap. 7, p. 263). O desvio rotacional não remodela e aparece toda vez que o paciente fecha a mão.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 77 do SIMÃO 2024, que cobrou afirmações sobre as fraturas do colo dos metacarpos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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