Na hanseníase, o comprometimento do nervo passa por quatro estágios clínicos. Na fase de parasitização, aproximadamente que proporção dos pacientes já apresenta déficit neurológico?
- Cerca de 30%
- Cerca de 75%
- Cerca de 90%
- Cerca de 50%
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Conceito-chave
A hanseníase é, antes de tudo, uma doença dos nervos periféricos. O Mycobacterium leprae tem preferência pelas células de SCHWANN, e a maioria das sequelas graves da mão vem da infecção dos nervos. O nervo sofre um triplo golpe: neuropatia infecciosa, imunológica e compressiva (Green, cap. 3, p. 124).
Os quatro estágios do nervo. O Green descreve (cap. 3, p. 125 e 126):
| Estágio | O que acontece | Ao exame |
|---|---|---|
| I. Parasitização | bacilos invadem as células de SCHWANN | nervo normal, mas 50% já têm déficit |
| II. Inflamação | adesão do nervo ao perineuro | não se consegue rolar o nervo |
| III. Alargamento | caseação, com ou sem abscesso | nervo aumentado; 95% com déficit |
| IV. Destruição | lesão irreversível | cordão de tecido cicatricial |
Por que o número da fase I importa. O nervo ainda parece normal ao toque, e mesmo assim metade dos pacientes já tem déficit neurológico. Por isso o exame sensitivo objetivo (monofilamentos de SEMMES-WEINSTEIN, discriminação de dois pontos) é tão importante: os pacientes raramente se queixam de dormência porque se adaptam à perda gradual (Green, cap. 3, p. 125).
Outros números do capítulo. Nervos aumentados, patognomônicos da doença, estão em 25% dos casos recém-diagnosticados, e 95% deles têm déficit neurológico. O nervo ulnar é sempre o primeiro tronco acometido no membro superior (Green, cap. 3, p. 125).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 12 do SIMÃO 2024, que cobrou a taxa de déficit neurológico na fase de parasitização da hanseníase.
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