Considerando todas as fraturas do escafoide em conjunto, com que frequência aproximada se desenvolve a pseudartrose?
- Entre 20% e 25%
- Entre 10% e 15%
- Entre 30% e 35%
- Entre 40% e 45%
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Conceito-chave
O escafoide é o osso do carpo que mais fratura e o que mais dá trabalho para consolidar. A razão está no sangue: a artéria radial entra pelo dorso e pelo polo distal e chega ao polo proximal de trás para frente, como um rio que corre ao contrário. Quanto mais proximal a fratura, mais o fragmento depende desse fluxo retrógrado.
O número geral. "A não união ocorre em 10% a 15% de todas as fraturas do escafoide" (Green, cap. 16, p. 678), lembrando que o resultado depende da vascularização e da estabilidade da fratura.
O que aumenta o risco. O Green lista: atraso do tratamento por mais de 4 semanas, fraturas do polo proximal, desvio maior que 1 mm e osteonecrose (cap. 16, p. 678).
Como o número muda conforme o tipo. Fratura da cintura sem desvio tratada com gesso: pseudartrose em 5% a 12%; fratura desviada tratada sem cirurgia: até 50% (p. 679). No polo proximal, 34% se gessada e 2% se fixada, um risco cerca de 7,5 vezes maior que na cintura ou no polo distal (p. 683).
| Situação (Green, cap. 16) | Pseudartrose |
|---|---|
| Todas as fraturas | 10% a 15% |
| Cintura sem desvio, gesso | 5% a 12% |
| Desviada, sem cirurgia | até 50% |
| Polo proximal, gesso | 34% |
| Polo proximal, fixação | 2% |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 88 do SIMÃO 2024, que cobrou a porcentagem de pseudartrose considerando todas as fraturas de escafoide.
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