Na classificação de FERNANDEZ das lesões radioulnares distais associadas à fratura do rádio, o que caracteriza o tipo III?
- Lesão articular cominutiva da incisura sigmoide ou da cabeça da ulna
- Ruptura maciça da fibrocartilagem triangular
- Avulsão do estiloide ulnar através da fóvea
- Fratura estável do colo da ulna
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Conceito-chave
Depois de fixar o rádio, o cirurgião olha para o lado ulnar e encontra três cenários possíveis: a articulação radioulnar distal está estável; está instável porque um ligamento se rompeu; ou a própria superfície articular está esmigalhada. FERNANDEZ organiza a conduta exatamente assim.
Os três tipos. O tipo I é estável: avulsão da ponta do estiloide ulnar ou fratura estável do colo da ulna, com os estabilizadores primários preservados. O tipo II são lesões instáveis: apesar da boa redução do rádio, a articulação continua instável por ruptura maciça da fibrocartilagem triangular ou por avulsão do estiloide ulnar através ou abaixo da fóvea; podem exigir gesso em supinação, reparo da fibrocartilagem ou fixação do estiloide (Green, cap. 15, p. 648). O tipo III inclui lesões articulares cominutivas da incisura sigmoide ou da cabeça da ulna, que exigem redução e estabilização para restaurar a congruência e prevenir a degeneração (p. 648).
| FERNANDEZ (Green, p. 648) | Lesão | Ideia |
|---|---|---|
| I | ponta do estiloide, colo da ulna estável | estável |
| II | fibrocartilagem rota ou estiloide pela fóvea | instável (ligamento) |
| III | cominuição da incisura sigmoide ou da cabeça da ulna | articular |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 47 do SIMÃO 2024, que cobrou o que inclui o tipo 3 de FERNANDEZ para as lesões da radioulnar distal.
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