Qual profundidade de queimadura costuma ser a mais dolorosa logo após o trauma?
- A de primeiro grau
- A de segundo grau superficial
- A de segundo grau profundo
- A de terceiro grau
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Conceito-chave
Na emergência, a queimadura que mais dói nem sempre é a mais grave. É comum que um paciente com uma área de terceiro grau se queixe menos dela do que de uma bolha ao lado. A explicação está nas terminações nervosas.
Onde estão os nervos. As terminações sensitivas ficam na derme. Numa queimadura de segundo grau superficial, que atinge a epiderme e a parte superior da derme, essas terminações não são destruídas, e ficam expostas e irritadas. Por isso o Green diz que esse tipo é considerado o mais doloroso no período imediato (cap. 57, p. 2123). Essas lesões ainda conseguem cicatrizar sozinhas, a partir dos elementos epidérmicos que sobram na derme, como glândulas e folículos (p. 2123).
À medida que aprofunda. Nas queimaduras mais profundas de espessura parcial, a superfície fica úmida e mosqueada, ainda empalidece à pressão, e as terminações nervosas presentes ainda podem causar bastante dor; a pele sangra quando picada por uma agulha (p. 2122). Na queimadura de espessura total, os apêndices dérmicos e a epiderme são destruídos; a ferida não cicatriza por regeneração epitelial (p. 2122), e as terminações nervosas também se perdem, o que torna a área menos dolorosa.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 36 da SBCM 2023, que cobrou a profundidade de queimadura mais dolorosa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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