Qual é a complicação típica a lembrar no retalho de avanço palmar de MOBERG?
- Necrose frequente do retalho
- Sensibilidade de má qualidade na polpa
- Contratura em flexão
- Pele de cor diferente da polpa
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Conceito-chave
Uma cozinheira amputa a ponta do polegar com uma faca, através da falange distal. Para cobrir a ponta com pele boa, sensível e da mesma qualidade da polpa, o retalho de MOBERG avança toda a pele palmar do polegar para a frente, como uma luva puxada para a ponta.
Como é o retalho. É um retalho bipediculado, baseado nos dois feixes neurovasculares do polegar. Duas incisões paralelas são feitas logo dorsais aos feixes, que são preservados, e o retalho é levantado da bainha dos flexores. Como os feixes estão dentro dele, ele leva sensibilidade normal e é reservado às amputações através da falange distal (Green, cap. 44, p. 1719 e 1721, Fig. 44.24).
De onde vem a complicação. Para que a pele avançada alcance a ponta, muitas vezes é preciso fletir a interfalângica (p. 1719 e 1721). O retalho cicatriza nessa posição, e a articulação pode ficar presa em flexão. No dedo, essa complicação é ainda mais provável: o Green diz que o risco de contratura em flexão após um avanço palmar no dedo é muito maior do que no polegar e provavelmente não compensa (p. 1720).
O que funciona bem. Numa série de avanços palmares, MACHT e WATSON relataram 69 casos sem necrose, discriminação de dois pontos a até 2 mm do normal e déficit de flexão máximo de 5 graus (p. 1720). Necrose e má sensibilidade não são, portanto, o problema típico.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 71 da SBCM 2023, que cobrou a complicação mais comum do retalho de MOBERG.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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