Para que um enxerto de pele pegue bem no leito receptor, como ele deve ser fixado?
- Esticado ao máximo, para que a própria tensão comprima o leito
- Com a compressão feita por curativos externos
- Esticado, porque isso engrossa a pele e ajuda a integração
- De preferência em áreas côncavas, onde contrai menos
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Conceito-chave
Um enxerto de pele não tem vasos próprios no começo. Nos primeiros dias ele sobrevive embebido pelo líquido do leito e depois recebe vasos que crescem de baixo para cima. Tudo o que o separa do leito, como sangue, líquido ou movimento entre as duas superfícies, mata o enxerto. A pergunta é como manter esse contato.
O erro de esticar. É intuitivo pensar que um enxerto bem esticado "aperta" o leito. O Green mostra que não: esticar o enxerto com muita força para comprimir a ferida afina a derme, menos derme fica enxertada e o resultado piora. E o enxerto em si não faz pressão no leito, porque qualquer quantidade de líquido o levanta, não importa o quanto ele esteja esticado. A compressão deve vir de curativos externos, e qualquer sangue sob o enxerto deve ser lavado com soro (cap. 44, p. 1709). O segredo da enxertia, diz o texto, é a quantidade de derme colocada na ferida.
Como se faz a compressão. Uma forma prática é o curativo de reforço amarrado sobre o enxerto, que o Green descreve como utilizável em qualquer lugar (p. 1709 e 1710).
E as superfícies. Em superfície convexa, o enxerto se mantém no lugar com tensão normal, e o cisalhamento é mínimo. Em superfície côncava, ele tende a se soltar do fundo e precisa ser mantido firmemente no lugar (p. 1709). Ou seja, a concavidade é uma dificuldade, não uma vantagem.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 51 da SBCM 2023, que cobrou a fixação adequada do enxerto de pele.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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