Qual é o papel da ultrassonografia na avaliação do ombro da criança com paralisia obstétrica do plexo?
- Foi abandonada, substituída pela ressonância
- Mostra subluxação posterior e permite avaliar a glenoumeral de forma dinâmica
- É útil sobretudo em crianças mais velhas
- Exige sedação, o que limita o uso
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um bebê com paralisia obstétrica do plexo pode desenvolver, já nos primeiros meses, uma displasia do ombro: o desequilíbrio entre rotadores internos fortes e externos fracos empurra a cabeça do úmero para trás, e a articulação vai se deformando. Detectar isso cedo muda o tratamento, e a radiografia ajuda pouco porque a cabeça do úmero ainda é quase toda cartilagem.
Por que o ultrassom. O Green compara com o quadril: assim como na displasia do quadril, a glenoumeral do bebê pode ser avaliada pelo ultrassom quanto à congruência e à estabilidade dinâmica (cap. 40, p. 1582, Fig. 40.24). A ultrassonografia pode demonstrar subluxação posterior, de forma comparável à ressonância, e permite uma avaliação dinâmica da articulação (p. 1582).
Vantagens práticas. O exame pode ser feito sem sedação e, segundo o Green, deve ser usado rotineiramente para rastrear displasia do ombro sempre que a rotação externa passiva estiver limitada (p. 1582). A artrografia mostra melhor a articulação, mas é invasiva e exige sedação.
O limite. O ultrassom fica menos confiável em crianças mais velhas, porque a ossificação da cabeça do úmero bloqueia a passagem do som (p. 1582). Nessa idade, a ressonância passa a ser mais útil, inclusive para avaliar melhor a glenoide.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 50 da SBCM 2023, que cobrou o papel do ultrassom no ombro da paralisia obstétrica.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo