Na deformidade de MADELUNG, quais estruturas o ligamento de VICKERS une?
- O semilunar e a metáfise do rádio, acima da fise
- O semilunar e a epífise do rádio
- O escafoide e a epífise do rádio
- A epífise e a metáfise do rádio
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Conceito-chave
Na deformidade de MADELUNG, o lado ulnar e palmar da fise do rádio distal cresce menos que o resto. O rádio vai se inclinando para o lado ulnar e para palmar, o carpo afunda em forma de cunha entre rádio e ulna, e a cabeça da ulna fica saliente no dorso. Por muito tempo se discutiu o que freia aquele canto da fise.
O ligamento. O Green descreve, como causa, uma lesão na porção ulnar da fise do rádio distal e/ou um ligamento palmar anormal que prende o semilunar ao rádio, proximal à fise: o ligamento de VICKERS (cap. 38, p. 1503 e 1505, Fig. 38.19). Como ele passa por cima da fise, do semilunar até a metáfise, ele funciona como uma amarra que segura o crescimento daquele canto.
Como aparece na cirurgia. Pela via palmar, ao rebater o pronador quadrado para ulnar, o ligamento de VICKERS aparece e é liberado da metáfise radial e rebatido distalmente (p. 1506). A fisiólise combinada com a liberação do ligamento pode reduzir a dor e melhorar aos poucos a deformidade (p. 1505). A deformidade costuma ser bilateral, fica evidente no início da adolescência e frequentemente se associa à discondrosteose de LERI-WEILL (p. 1505).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 30 da SBCM 2023, que cobrou as estruturas unidas pelo ligamento de VICKERS.
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