Na separação da sindactilia pela técnica de BAUER, modificada por FLATT, de onde vem o retalho que reconstrói a comissura?
- Do dorso dos dedos acometidos
- Da face lateral dos dedos acometidos
- Da face palmar dos dedos acometidos
- De um retalho em ilha de um dedo normal
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Conceito-chave
Separar dois dedos colados é, em parte, um problema de pele: a superfície de pele que cobria um dedo duplo não basta para revestir dois dedos inteiros. O ponto mais delicado é a comissura, o fundo do espaço entre os dedos. Se ela for coberta só com enxerto, tende a retrair e a "subir", e a sindactilia reaparece com o crescimento. Por isso a comissura precisa de um retalho de pele de verdade.
A escolha do Green. A técnica de enxerto preferida pelos autores é o método descrito por BAUER em 1956 e modificado por FLATT: a comissura é reconstruída com um grande retalho de pele trapezoidal, dorsal, de padrão aleatório (Green, cap. 36, p. 1379). Os dedos são separados com incisões em ziguezague, e as áreas que sobram descobertas recebem enxerto de pele total (Fig. 36.9).
Por que do dorso. A pele dorsal da base dos dedos é mais frouxa e elástica que a palmar, e pode ser avançada para o fundo do espaço sem tensão, formando uma comissura inclinada e larga, como a natural.
Quando operar. A primeira e a quarta comissuras, entre dedos de comprimentos muito diferentes, são separadas entre 3 e 6 meses de idade; a segunda e a terceira, depois dos 18 meses (p. 1379).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 66 da SBCM 2023, que cobrou o retalho da técnica de BAUER modificada por FLATT.
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