Qual é a principal desvantagem da fixação do escafoide pela via dorsal?
- Dificulta encontrar o eixo central do escafoide
- Exige trabalhar entre o primeiro e o segundo compartimentos extensores
- Só serve para as fraturas do polo proximal
- Exige flexionar o punho, o que pode deslocar uma fratura instável
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Conceito-chave
A desvantagem destacada da fixação dorsal é que ela exige fletir o punho, o que pode desreduzir uma fratura instável do escafoide. A posição que facilita alcançar o ponto de entrada também pode prejudicar a relação entre os fragmentos. Esse é o conflito técnico que a alternativa D descreve (Rockwood adultos, 10ª ed., cap. 44, vias de fixação percutânea).
A via dorsal tem vantagens reais: facilita um parafuso mais central e a compra no polo proximal. Na descrição técnica do resumo, o punho fica em cerca de 30° a 45° de flexão, e o ponto de entrada fica próximo da articulação escafossemilunar. Ao escolher a via, não basta buscar um bom eixo de parafuso; é necessário manter a redução durante o posicionamento.
Na via volar, o punho é colocado em extensão e desvio ulnar, o que ajuda a reduzir e afasta o trapézio. Ela evita a necessidade de flexionar o punho, mas tem outras limitações, como menor facilidade de centralização do parafuso e acesso menos favorável ao pequeno polo proximal. Nenhuma via reúne todas as vantagens.
O resumo informa resultados semelhantes das duas vias na fratura aguda da cintura. Portanto, a via dorsal não é exclusiva do polo proximal. A escolha depende da localização, do traço, da possibilidade de redução e da forma de fixação; numa fratura instável, deve-se vigiar se a própria manobra de posicionamento está deslocando o que se pretende estabilizar.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 44 da SBCM 2023, que cobrou as características da fixação do escafoide pela via dorsal.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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