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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023)

Mão e punhoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

O que é verdadeiro sobre o critério de SOONG para a posição da placa volar no rádio distal?

  1. Uma placa em grau 2 tem risco aumentado de ruptura dos flexores
  2. É medido na radiografia anteroposterior do punho
  3. Compara o eixo da diáfise com o plano da superfície articular radiocárpica
  4. É medido numa incidência axial do punho
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Gabarito: A · Uma placa em grau 2 tem risco aumentado de ruptura dos flexores

Conceito-chave

Pense na face palmar do rádio distal. Na diáfise, o pronador quadrado forra o osso e fica entre a placa e os tendões flexores. Mais perto do punho, essa proteção acaba: há uma crista transversa, a "linha divisora de águas", e logo além dela a borda volar se projeta como uma gota, a chamada lágrima. Ali os flexores passam encostados no osso, sem músculo nenhum na frente (Green, cap. 15, p. 637, Fig. 15.38).

O que o critério mede. O critério de SOONG classifica o quanto a placa se projeta para palmar em relação a essa região. Traça-se uma linha paralela à borda volar do rádio e outra, paralela a ela, passando pela ponta da lágrima; a placa que fica saliente para palmar além dessa linha crítica tem risco aumentado de ruptura dos flexores e deve ser evitada (Green, cap. 15, p. 638, Fig. 15.39). Como a borda volar e a lágrima só aparecem de perfil, a leitura é feita na radiografia em perfil.

Os graus e o risco. Placas dos graus 1 e 2 se projetam além da linha crítica e mostraram taxa maior de ruptura tendínea (p. 628). O grau 2 é o pior cenário: a placa fica saliente e colada à ponta do rebordo volar, sem cobertura do pronador, com os flexores em contato direto com o metal (p. 637). Se a fixação precisar ir além da crista, o Green sugere fixação específica do fragmento ou programar a retirada da placa após a consolidação (p. 628); e, num paciente com placa em grau 1 ou 2, recomenda retirar o implante depois que a fratura consolidar, para evitar a ruptura (p. 662).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 5 da SBCM 2023, que cobrou o critério de SOONG.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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