O que é verdadeiro sobre a luxação palmar aguda e isolada da articulação radioulnar distal?
- É mais frequente que a luxação dorsal
- Depois de reduzida, fica mais estável em supinação
- Depois de reduzida, fica mais estável em pronação
- Deve ser tratada cirurgicamente de rotina, pelo melhor resultado
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um paciente chega com o punho travado depois de uma queda, a cabeça da ulna saliente e o antebraço sem girar. A cabeça ulnar ficou enganchada numa das bordas da incisura sigmoide. Para tratar, é preciso saber para que lado ela saiu e em que posição do antebraço ela fica segura depois de voltar.
O que se vê. A luxação aguda produz uma deformidade óbvia, com a cabeça da ulna travada sobre uma borda da incisura, além de dor local, edema e movimento limitado (Green, cap. 14, p. 576). A luxação dorsal isolada é mais comum que a palmar (p. 576).
Por que a posição de estabilidade é a oposta. Na redução, o rádio é girado em direção à ulna proeminente enquanto se pressiona suavemente a cabeça ulnar. Depois, a articulação é testada em toda a rotação. O Green resume a regra: após uma luxação dorsal, a redução é mais estável em supinação; após uma luxação palmar, em pronação (p. 576).
Quando operar. Se a articulação fica estável numa rotação aceitável, trata-se com gesso acima do cotovelo nessa posição por 3 a 4 semanas, depois gesso curto. Cirurgia, com fixação radioulnar na posição estável ou reparo do ligamento radioulnar, entra quando a redução só se mantém em rotação extrema ou quando há tecido interposto, como o tendão do extensor ulnar do carpo, impedindo a redução (p. 576).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 43 da SBCM 2023, que cobrou a luxação palmar isolada da radioulnar distal.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo