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Questão de Instabilidade do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023)

Mão e punhoInstabilidade do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Uma tenodese em que uma tira do extensor radial curto do carpo, presa distalmente, passa por túneis no capitato e no piramidal para recriar o braço ulnar do ligamento arqueado e reforçar o radiocarpal dorsal está indicada para qual problema?

  1. Instabilidade não dissociativa da fileira proximal
  2. Instabilidade carpometacarpal
  3. Translação ulnar do carpo
  4. Instabilidade radiocárpica
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Gabarito: A · Instabilidade não dissociativa da fileira proximal

Conceito-chave

Imagine um punho sem fratura e sem ligamento rompido entre escafoide e semilunar, mas que dá um ressalto doloroso durante o movimento: a fileira proximal inteira fica em flexão e, de repente, salta para a posição oposta. Isso é uma instabilidade não dissociativa: os ossos da fileira proximal continuam presos entre si, e é o conjunto que perde o controle em relação ao rádio e à fileira distal.

Quais ligamentos estão envolvidos. Na forma com flexão da fileira (CIND-VISI), dois estabilizadores importam: o braço ulnar do ligamento arqueado, que liga piramidal e capitato pelo lado palmar, e o ligamento radiocarpal dorsal. Quando eles falham, nada impede a fileira proximal de afundar em flexão.

O que a tenodese faz. Para a instabilidade atraumática da fileira proximal, GARCIA-ELIAS e LLUCH descreveram uma tenodese que recria justamente essas duas estruturas. Uma tira do extensor radial curto do carpo, mantida presa distalmente, é passada por um túnel do dorso do capitato até o canal do carpo e por outro túnel no piramidal; no dorso, o tendão é suturado à origem do radiocarpal dorsal (Green, cap. 13, p. 544, Fig. 13.54). O enxerto passa a fazer o papel do braço ulnar do arqueado e reforça o radiocarpal dorsal.

Onde ela entra na prática. Em sete pacientes os resultados foram promissores, mas a técnica só vale quando a disfunção é facilmente redutível e a cartilagem é perfeitamente normal. Os autores do capítulo, sem experiência própria com ela, preferem artrodeses parciais do carpo, que dão resultado mais previsível para eliminar o ressalto (p. 544).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 22 da SBCM 2023, que mostrava o desenho dessa tenodese e perguntava sua indicação; aqui o procedimento é descrito em palavras.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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