Ao implantar uma prótese de pirocarbono na interfalângica proximal, o que o Green admite sobre os ligamentos colaterais?
- Eles podem ser dispensados porque o implante substitui toda a estabilidade
- A ressecção de até metade da largura de um colateral pode preservar a estabilidade
- Toda a largura de ambos precisa permanecer intocada em qualquer exposição
- A abordagem volar provoca instabilidade em todos os casos
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Conceito-chave
Implante e partes moles trabalham juntos. A artroplastia da interfalângica proximal (IFP) procura tratar a articulação preservando movimento. Isso não dispensa os elementos que a estabilizam. O Green relaciona ausência de função dos colaterais e incompetência da placa volar entre as contraindicações quando produzem instabilidade ou deformidade, além de problemas dos tendões e do envelope cutâneo (cap. 11, p. 417).
Preservar não é exigir integridade absoluta de cada fibra. Na preparação para pirocarbono e substituição de superfície, os colaterais devem ser preservados. Na mesma frase, o capítulo relata que até 50% da largura do colateral radial ou ulnar pode ser sacrificada sem comprometer a estabilidade. A pergunta cobra essa tolerância parcial, e não autorização para ressecar integralmente os dois ligamentos (Green, cap. 11, p. 417).
| Estrutura ou acesso | Cuidado descrito no Green, cap. 11, p. 417 |
|---|---|
| Colaterais no pirocarbono | Preservar; até 50% da largura de um deles pode ser tolerado |
| Abordagem dorsal | Preservar inserção extensora na base da falange média |
| Abordagem volar | Reparar a placa volar para evitar hiperextensão instável |
| Abordagem lateral | Reparar o colateral ulnar para evitar instabilidade |
Por que o acesso muda a estrutura em risco. Na via dorsal, o dano extensor pode produzir disfunção e botoeira. Pela via volar, não reparar a placa volar pode levar à instabilidade em hiperextensão e pescoço de cisne. Na lateral, o colateral ulnar precisa ser reparado. Nenhuma dessas relações torna a complicação obrigatória: elas identificam o que a técnica deve proteger ou reconstruir (p. 417).
Não importar a ressecção do silicone para o pirocarbono. O capítulo descreve que o implante de silicone requer osteotomia mais generosa, sacrificando origens colaterais, e apresenta técnicas de avanço e reparo. Para pirocarbono e substituição de superfície, a orientação de preparação enfatiza a preservação. Assim, saber qual dispositivo está sendo implantado evita transformar uma exposição descrita para um deles em regra para todos (Green, cap. 11, p. 417).
O limite não substitui a avaliação funcional. Antes da operação, o livro pede documentar movimento, deformidade angular, estabilidade e integridade dos tecidos moles, além da preensão. O número de 50% é um dado sobre uma possibilidade de ressecção; ele não elimina a necessidade de avaliar se o conjunto remanescente consegue estabilizar aquela articulação (p. 417).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 41 da SBCM 2023, que contrapôs o limite de ressecção colateral às afirmações absolutas sobre preservação e instabilidade.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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