Uma fratura exposta da mão cujo tratamento começou mais de um dia após a lesão pertence a qual tipo de SWANSON?
- Tipo III
- Tipo I
- Tipo II
- Tipo IV
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Conceito-chave
O que muda quando uma fratura exposta da mão só começa a ser tratada mais de 24 horas depois? Na classificação de SWANSON, esse atraso já coloca a lesão no tipo II. Para entender a resposta, é preciso perceber que o sistema considera tanto as condições da ferida quanto as condições em que o paciente chega ao tratamento.
O tipo I reúne feridas limpas, sem contaminação importante ou demora no atendimento, em pessoas sem doença sistêmica significativa. O tipo II inclui contaminação grosseira, atraso superior a 24 horas ou doença sistêmica grave. Portanto, não é necessário que o enunciado também mencione terra, mordida ou uma comorbidade: o atraso informado já basta para enquadrar a fratura no segundo grupo (Green, cap. 7, p. 308).
| Tipo | O que caracteriza o grupo |
|---|---|
| I | Ferida limpa, sem contaminação substancial ou atraso, e sem doença sistêmica significativa |
| II | Contaminação grosseira, tratamento iniciado após mais de 24 horas ou doença sistêmica grave |
O que esse número ajuda a entender? Na série apresentada no livro, com 200 fraturas expostas distais ao carpo, a infecção ocorreu em 1,4% das lesões do tipo I e em 14% das do tipo II. Os autores recomendaram fechamento primário para o primeiro grupo e tardio para o segundo. A classificação procura reconhecer condições associadas a maior risco; não descreve apenas o tamanho de uma abertura na pele.
Há, porém, uma diferença importante entre responder à classificação e decidir como tratar uma pessoa. O próprio capítulo discute estudos posteriores que não demonstraram aumento claro de infecção apenas porque a cirurgia ocorreu depois de 24 horas. Em uma dessas análises, não foi possível saber se os pacientes já haviam recebido irrigação ou antibiótico no pronto-socorro. Demora até a cirurgia e ausência de qualquer tratamento não são informações equivalentes (Green, cap. 7, p. 308).
Assim, o corte de 24 horas deve ser lembrado como um critério do sistema de SWANSON, sem transformá-lo em uma fronteira biológica depois da qual toda fratura estará infectada. O tipo II não significa infecção obrigatória, e o tempo, sozinho, não substitui a avaliação da ferida e do paciente.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 91 da SBCM 2023, que cobrou o enquadramento de uma fratura exposta com tratamento iniciado após 24 horas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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