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Questão de Lesões dos tendões extensores (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na classificação de BURTON, a botoeira crônica que já apresenta deformidade fixa e retração das bandas laterais corresponde a qual estágio?

  1. Estágio I
  2. Estágio II
  3. Estágio III
  4. Estágio IV
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Gabarito: B · Estágio II

Conceito-chave

Primeiro, separar deformidade de rigidez. A botoeira combina perda de extensão da interfalângica proximal (IFP) com excesso de extensão da interfalângica distal (IFD). Na forma crônica, não basta olhar a postura: é necessário saber se a articulação ainda aceita correção passiva. O Green distingue as deformidades flexíveis das que adquiriram contraturas fixas da IFP, da IFD ou de ambas (cap. 5, p. 200 e 201). A mesma aparência externa, portanto, pode esconder problemas de gravidade diferente.

O que BURTON está classificando. A progressão vai da deformidade corrigível ao encurtamento das bandas laterais, depois à fibrose articular e, por fim, à artrite. O livro atribui a BURTON os três primeiros estágios e apresenta o IV como acréscimo à classificação (Green, cap. 5, p. 201). O dado decisivo desta pergunta é a associação de contratura fixa com bandas laterais contraídas, sem descrição de fibrose capsuloligamentar ou artrite.

EstágioAchado descrito no Green, cap. 5, p. 201
IDeformidade flexível, corrigível
IIContratura fixa com retração das bandas laterais
IIIContratura fixa, fibrose articular e retração de colaterais e placa volar
IVEstágio III acrescido de artrite da IFP

Por que essa distinção muda a reconstrução. Reequilibrar um tendão não devolve, sozinho, o movimento de uma articulação rígida. O Green recomenda realizar o procedimento tendíneo depois de recuperar toda a mobilidade passiva. Quando a rigidez é importante, pode ser necessário liberar a articulação primeiro e reconstruir o tendão em outro tempo. Às vezes, após a liberação, exercícios e órteses permitem o reequilíbrio e a segunda etapa deixa de ser necessária (cap. 5, p. 201).

O objetivo é preservar função. A tentativa de ganhar extensão não pode sacrificar a flexão e a preensão que o paciente ainda tem. O capítulo lembra que muitos pacientes com botoeira mantêm boa flexão e função. Nos estágios I e II, descreve tratamento com órteses ou gessos seriados para alcançar extensão da IFP, associado a exercícios de flexão da IFD; após alcançar a extensão, ela é mantida com órtese por 6 a 12 semanas (p. 201). Portanto, o número do estágio descreve o problema, mas não equivale automaticamente a uma ordem de operar.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 1 da SBCM 2023, que cobrou o estágio de BURTON definido por bandas laterais retraídas e contratura fixa.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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