Na artrite reumatoide, o polegar com a carpometacárpica subluxada, o metacarpo aduzido, a metacarpofalângica hiperestendida e a interfalângica fletida é classificado por NALEBUFF como:
- Tipo I
- Tipo II
- Tipo IV
- Tipo III
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que o polegar reumatoide tem uma classificação própria. A artrite reumatoide quase nunca acomete uma articulação só do polegar. O Green lembra que, como a doença costuma atingir mais de uma articulação do raio, aparecem padrões variados mas típicos, e que Nalebuff e colegas os classificaram "com base no envolvimento articular e no padrão de deformidade", em seis tipos (cap. 55, p. 2091). A utilidade é prática: a classificação "ajuda a entender a patologia e definir a estratégia cirúrgica" (p. 2091), porque o tratamento depende de qual articulação começou o colapso.
A lógica dos seis tipos. Pense no polegar como uma cadeia de três articulações em série: carpometacárpica (CMC), metacarpofalângica (MCF) e interfalângica (IF). Quando uma articulação da cadeia cede para um lado, as vizinhas compensam para o lado oposto, e o desenho final depende de onde começou. A legenda da Fig. 55.32 resume (Green, cap. 55, p. 2093):
| Tipo | O que define (Fig. 55.32, p. 2093) | Padrão |
|---|---|---|
| I | Sinovite da MCF | Botoeira: MCF fletida, IF hiperestendida |
| II | Tipo I com envolvimento da CMC | Botoeira com CMC acometida (raro) |
| III | Pescoço de cisne começando na CMC | CMC subluxada, metacarpo aduzido, MCF hiperestendida, IF fletida |
| IV | Instabilidade da MCF | Colateral ulnar frouxo, desvio radial da falange (polegar de guarda-caça) |
| V | Pescoço de cisne começando na MCF | Placa volar frouxa, MCF hiperestendida |
| VI | Mutilante | Perda óssea em todas as articulações |
Como nasce o tipo III. A sinovite destrói e subluxa a CMC; a base do metacarpo escorrega para dorsal e radial, e o metacarpo cai em adução, fechando a primeira comissura. Para abrir a mão e pegar um objeto, o paciente passa a hiperestender a MCF, e a IF, puxada pelo flexor longo, fica fletida: é o pescoço de cisne do polegar, com o vértice na CMC. O tipo I, a botoeira, é o mais comum, e surge quando há subluxação da MCF e luxação do extensor do polegar (Green, cap. 55, p. 2092).
Por que a mudança de ângulo. A questão original mostrava uma radiografia e pedia o tipo; sem a imagem, ela descreve aqui a deformidade que a correção atribuiu ao tipo III, nos termos do Green.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 43 da SBCM 2022, que pedia o tipo de NALEBUFF de um polegar reumatoide mostrado na radiografia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo