Na síndrome do desfiladeiro torácico, qual é o papel do estudo de potenciais evocados somatossensitivos?
- É fundamental para confirmar a compressão dos nervos
- Diferencia a compressão óssea da vascular
- É superior à eletroneuromiografia
- Não mostrou ter valor diagnóstico
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Conceito-chave
Três síndromes com o mesmo nome. O desfiladeiro torácico pode comprimir a veia, a artéria ou o plexo. A forma venosa responde por 2% a 3% dos casos e a arterial por apenas 1% a 2% (Green, cap. 29, p. 1127); a neurogênica é de longe a mais comum, com mais de 95% dos casos, e esses pacientes têm queixas variadas, geralmente sem achados objetivos em eletrodiagnóstico, Doppler, registros de volume de pulso ou radiografias (p. 1128). Por isso, na prática, dormência ulnar num paciente com quadro clínico compatível e eletrodiagnóstico negativo é indicativa de desfiladeiro torácico até prova em contrário (p. 1128).
O que cada exame faz. Os estudos eletrodiagnósticos costumam ser normais na forma neurogênica, mas "ainda são recomendados como parte da avaliação inicial e para descartar uma síndrome de compressão do nervo distal (por exemplo, túnel do carpo, túnel cubital)"; tratar a compressão distal pode aliviar parte das queixas (Green, cap. 29, p. 1137). E sobre os potenciais evocados: "Potenciais evocados somatossensoriais (SSEPs) não demonstraram ser de valor" (p. 1137). A imagem vascular fica para quem tem anomalia anatômica ou sinais de comprometimento vascular agudo: o duplex colorido vem primeiro, com 92% de sensibilidade e 95% de especificidade para comprometimento vascular, e a angiografia continua sendo o padrão ouro na forma arterial (p. 1136).
Por que o potencial evocado falha. A compressão neurogênica costuma ser intermitente, posicional e parcial, no tronco inferior; um exame que mede a condução de forma global, em repouso, dilui uma alteração pequena e intermitente. O Green resume que não há eletrodiagnóstico ou exame de imagem definitivos para a forma neurogênica, e o diagnóstico continua clínico (cap. 29, p. 1128 e 1137).
| Exame (Green, cap. 29, p. 1136 e 1137) | Papel |
|---|---|
| Eletroneuromiografia | Recomendada para descartar compressão distal; muitas vezes normal |
| Potenciais evocados somatossensitivos | SEM VALOR demonstrado |
| Duplex colorido | Primeiro exame vascular (92% sensível, 95% específico) |
| Angiografia | Padrão ouro da forma arterial |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 6 da SBCM 2022, que cobrou o valor do potencial evocado somatossensitivo no desfiladeiro torácico.
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